Avião presidencial voa baixo e causa pânico em Nova York
Acompanhada de caças, aeronave reserva do Air Force One realizou exercício de rotina sem avisar cidade
Um exercício de rotina do avião reserva do Air Force One, a aeronave oficial da Presidência americana, causou pânico em Manhattan nesta segunda-feira, 27, informou o jornal The New York Times. O avião voou baixo sobre Nova York e Nova Jersey, acompanhada de dois caças F-16, sem nenhum anúncio público sobre a operação, realizada para uma sessão de fotos. De acordo com o diário, até o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, ficou "furioso" porque não foi avisado sobre o exercício.
O voo, que começou por volta das 10 horas, no horário local, resultou em uma grande confusão, e logo os serviços de emergência receberam milhares de ligações. Segundo o New York Times, o prefeito disse que o Departamento de Polícia e alguém de seu gabinete - cujo nome não foi revelado - recebeu um e-mail da Administração Federal de Aviação (FDA) na noite de quinta-feira informando sobre o exercício, mas que não soube da operação até que seu celular começou a receber uma série de mensagens de pessoas perguntando sobre o incidente.
"A primeira coisa é que eu estou irritado - furioso é a melhor palavra - porque isso não foi dito a mim", afirmou Bloomberg. A população, que pensou que tratava-se de um ataque terrorista, logo saiu correndo de prédios e casas, acrescentou o jornal. Até os mercados financeiros caíram depois das 10 horas, apesar de não ter ficado claro se o avião foi o responsável - em dez minutos, o índice Dow Jones caiu 40 pontos, começando 10h15, para depois subir 50.
Sidney Bordey, diretor de um escritório próximo ao local onde o exercício foi realizado, disse ao New York Times que "as pessoas começaram a correr, dizendo que um voo comercial estava sendo seguido por F-16s". Andrew Burke, um vendedor de camisetas, afirmou que os nova-iorquinos "pensaram no pior". "É uma vergonha que eles não podem dizer a cidade o que irão fazer", continuou.
De acordo com a publicação, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não estava a bordo do avião. Não foi a primeira vez que exercícios aéreos assustam Manhattan, que está sempre em alerta depois dos atentados de 11 de Setembro. Em fevereiro de 2002, dois F-16s que voavam baixo após uma patrulha regular também causaram pânico na cidade.
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