Braço armado do Hamas realiza mais um ataque na Cisjordânia
Novo atentado deixa dois israelenses feridos; na terça, quatro colonos morreram

Policiais israelenses inspecionam veículo alvo de ataque.
GAZA - As Brigadas de Ezedin al-Qassam, braço armado do movimento islâmico palestino Hamas, assumiram nesta quinta-feira, 2, a autoria do ataque armado ocorrido na quarta-feira à noite em uma estrada da Cisjordânia, ao leste de Ramallah, no qual ficaram feridos dois israelenses.
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O grupo indica em mensagem SMS enviada a telefones celulares de jornalistas que seus militantes abriram fogo contra um veículo no qual viajavam israelenses e feriram dois, um deles gravemente. "Esta é uma mensagem para aqueles que juraram que o ataque de Hebron, efetuado na terça-feira, não se repetiria", afirma o texto.
O novo episódio de violência ocorreu horas antes de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) Mahmoud Abbas, iniciarem em Washington um novo processo de diálogo de paz, após mais de 20 meses de estagnação.
Além disso, na terça-feira à noite, um atentado semelhante em Hebron, bairro judeu na Cisjordânia, deixou quatro israelenses mortos. O ataque também foi reivindicado pelas Brigadas.
Ataque
O ataque desta quinta aconteceu na estrada 60 que percorre o território ocupado da Cisjordânia de norte a sul, entre as colônias de Rimonim e Kojav Hashachar, mesma via na qual foram assassinados os quatro colonos judeus por milicianos palestinos.
No segundo episódio de violência, os milicianos palestinos abriram fogo contra o carro no qual viajava um casal de colonos israelenses. O homem ficou gravemente ferido, segundo fontes dos serviços de saúde citadas pela imprensa local.
Os israelenses feridos, residentes no assentamento judaico de Maale Efrayim, conseguiram salvar suas vidas saindo do carro após os tiros e se escondendo em um vale próximo, de onde pediram ajuda, informaram fontes militares.
O porta-voz do braço militar do Hamas na Faixa de Gaza, Abu Obeida, disse em breve comparecimento perante a imprensa que o segundo ataque no território ocupado da Cisjordânia "acontece em resposta aos crimes da ocupação (israelense)".
Assim como aconteceu após o atentado em Hebron, as Brigadas dos Mártires de al-Aqsa, vinculadas ao movimento nacionalista palestino Fatah, também assumiram a autoria. O Hamas tinha assegurado após o incidente armado de terça-feira que se tratava do primeiro de uma série de ataques que iam acontecer em breve na Cisjordânia.
Netanyahu e o presidente dos EUA, Barack Obama, condenaram as ações do Hamas da terça-feira e disseram que os ataques não conseguiriam atrapalhar as negociações de paz para o Oriente Médio.
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