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Brown diz que não se importaria em deixar governo britânico

Premiê confessa estar 'abalado' com ataques de partidários, mas afirma que não lamentaria em saísse do cargo

20 de junho de 2009 | 14h 24
Efe

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, confessou estar "abalado" com os ataques dos deputados trabalhistas que questionam sua liderança, e assegura que não sente apego ao poder e que não lamentaria sair amanhã mesmo de Downing Street. Em entrevista publicada neste sábado, 20, pelo jornal The Guardian, Brown reconhece que a recente crise pela qual seu governo passou, na qual parlamentares trabalhistas rebeldes tentaram forçar sua renúncia, foi o pior momento de sua carreira política.

Brown enfrenta crise por escândalo de gastos - Reuters
Reuters
Brown enfrenta crise por escândalo de gastos

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Apesar da reticência em satisfazer os desejos dos opositores, o líder trabalhista revela que não é apegado ao poder: "Para ser honesto, poderia abandonar tudo isto amanhã", afirmou. "Não estou interessado no que acompanha o poder. Não ficaria preocupado se nunca retornasse a lugares como Downing Street ou Chequers (residência de campo do primeiro-ministro)", diz Brown, em entrevista concedida após a rebelião trabalhista e a crise do Trabalhismo nas recentes eleições locais e europeias.

"Isso não me preocuparia em absoluto. E provavelmente seria bom para meus filhos", acrescentou. Caso deixe o governo, o líder trabalhista deixa entender que poderia se dedicar ao ensino, atividade que descreve como uma "grande profissão."

Além disso, Brown admite que tem dificuldades na hora de projetar sua imagem e passar suas mensagens em público: "Não sou tão bom apresentador de informação ou comunicador como eu gostaria". No entanto, o premiê britânico acredita que o Partido Trabalhista ainda pode vencer as próximas eleições gerais, previstas para junho de 2010, no máximo, sob sua liderança.

O primeiro-ministro baseia essa convicção em sua esperança de que, nos próximos meses, começarão a dar resultados as medidas adotadas para enfrentar a recessão econômica e a crise do escândalo do abuso do gasto parlamentar. No entanto, as pesquisas de intenção de voto apontam a vitória do líder do opositor Partido Conservador, David Cameron.