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Busca por desaparecidos em naufrágio na Papua Nova Guiné continua

Navio com cerca de 350 pessoas a bordo afundou; cerca de cem estão desaparecidos

03 de fevereiro de 2012 | 10h 35
Efe

SYDNEY - As equipes de resgate continuam pelo segundo dia consecutivo as buscas por uma centena de pessoas desaparecidas na Papua Nova Guiné após o naufrágio de um navio turístico. Há temores de que os passageiros tenham ficado presos na embarcação, que levava cerca de 350 pessoas.

Maioria dos passageiros conseguiu escapar com botes salva-vidas - Papua New Guinea Post Courier/Reuters
Papua New Guinea Post Courier/Reuters
Maioria dos passageiros conseguiu escapar com botes salva-vidas

O Rabaul Queen navegava entre a localidade turística de Kimbe, situada na ilha de Nova Bretanha, e Lae, no litoral nordeste da ilha de Papua, quando afundou na madrugada de quinta-feira a cerca de 80 quilômetros do local onde iria ancorar.

Rony Naigu, membro da equipe de resgate da Papua Nova Guiné, disse nesta sexta-feira, 3, que as pessoas desaparecidas podem estar dentro do navio, que pouco antes de afundar recebeu o impacto de três grandes ondas, informou a rádio australiana ABC. Segundo a Autoridade Australiana de Segurança Marítima, que participa das operações de socorro, até o momento foram resgatadas 246 pessoas.

Alice Kakamara, uma das sobreviventes, relatou à ABC que quando ocorreu o naufrágio "o mar estava revolto, havia vento e grandes ondas". "O navio inclinou uma vez, duas e na terceira virou. Havia combustível por todos os lados", explicou a mulher de 30 anos, que está internada em um hospital de Lae, a segunda maior cidade da Papua Nova Guiné.

Muitos sobreviventes foram atendidos por terem inalado substâncias tóxicas, além de fraturas ósseas e estresse. "Nenhum deles tem ferimentos graves", disse o presidente da Câmara de Comércio de Lae, Alan McLay, ao canal de televisão Sky News.

As autoridades do país, que até agora não registraram nenhuma morte, tentam elaborar uma relação das pessoas desaparecidas com as informações fornecidas pelas famílias. Muitos parentes se reuniram no escritório da empresa Rabaul Shipping, que foi apedrejado na noite de quinta-feira por pessoas angustiadas pela falta de notícias, informou a imprensa local.

Os trabalhos de resgate se complicaram nesta sexta, pois "a maré passou de moderada a forte à medida que os ventos ficaram mais intensos", disse o chefe interino da Autoridade de Segurança Marítima de Papua Nova Guiné, Nurur Rahaman. Para ele, devido às condições meteorológicas pouco favoráveis, não é provável que outras pessoas sejam encontradas no mar nesta sexta-feira.