Bush diz que assassinato de Benazir foi 'ato covarde'
Ataque suicida mata ex-premiê Benazir Bhutto, líder oposicionista contra o presidente Pervez Musharraf
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que os mentores intelectuais do assassinato da ex-primeira-ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, deverão ser encontrados pelas forças de segurança e levados à Justiça. "Os Estados Unidos condenam com veemência esse ato covarde, feito por assassinos extremistas que tentam subverter a democracia no Paquistão," afirmou Bush.
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O governo dos Estados Unidos condenou o ataque que matou a ex-primeira-ministra do Paquistão e líder da oposição, Benazir Bhutto, em seguida a um comício na cidade de Rawalpindi. Mais cedo, a Casa Branca, que trabalhara nos últimos meses para promover a reconciliação política entre Benazir e o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, condenaram o ataque.
"Certamente nós condenamos o ataque. Ele demonstra que ainda existem aqueles no Paquistão que querem subverter a reconciliação e os esforços para o avanço democrático", disse o vice porta-voz do Departamento de Estado, Tom Casey.
Nenhum grupo ou pessoa assumiu a responsabilidade pelo atentado, que matou pelo menos mais vinte pessoas. Bush fez a declaração no final da manhã desta quinta-feira, 28, (horário local), em seu rancho em Crawford, Texas, onde passa o feriado de final de ano.
O pré-candidato republicano à presidência dos EUA, Rudolf Giuliani, disse que o ataque mostra que o terrorismo é uma ameaça à democracia e ao império da lei. "Sua morte (de Benazir) é uma lembrança de que os terroristas, em qualquer lugar - Nova York, Londres, Tel-Aviv ou Rawalpindi - são inimigos da liberdade. Nós precisamos redobrar nossos esforços para vencer a guerra dos terroristas contra nós", disse Giuliani.
Segundo a BBC, o presidente paquistanês Pervez Musharraf, em uma declaração a uma emissora de televisão estatal, após a morte de Bhutto, pediu à nação para permanecer em paz "para que o propósito maldoso dos terroristas seja derrotado".
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