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Cabe à AIEA validar acordo nuclear com o Irã, dizem potências

País firmou pacto com Brasil e Turquia em visita de Lula e Erdogan para tratar da questão nuclear

17 de maio de 2010 | 8h 21
Agência Estado

FRANKFURT - Representantes dos governos da Alemanha e da França declararam na manhã desta segunda-feira, 17, que caberá à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) validar o acordo assinado entre os ministros das Relações Exteriores do Irã, Turquia e Brasil. Christoph Steegmans, vice-porta-voz do governo alemão, indicou ainda que nenhum acordo pode substituir o assinado anteriormente entre o Irã e a AIEA a fim de evitar a aplicação de novas sanções contra Teerã.

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"Continua sendo importante que o Irã e a AIEA cheguem a um acordo", disse Steegmans, quando perguntado se o acordo assinado para o envio de urânio para a Turquia para enriquecimento irá evitar novas sanções das Nações Unidas. "O acordo não pode ser substituído por um acordo com outros países", afirmou. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, disse que o acordo assinado será enviado para a AIEA dentro de uma semana, que deverá apresentá-lo às potenciais mundiais.

O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, disse que a AIEA deve ser o primeiro a responder ao acordo assinado com Turquia e Brasil. Ele foi cauteloso ao elogiar o plano, acrescentando não ter visto o texto. "Não cabe a nós responder, cabe a Agência Internacional de Energia Atômica", afirmou.

"Algum progresso importante foi obtido nos últimos dois dias sobre a resolução das Nações Unidas do Conselho de Segurança", disse Kouchner. "Estou feliz que houve o acordo", afirmou, para depois elogiar "os amigos turco e brasileiro, que mostraram tenacidade" nas negociações com Teerã. As informações são da Dow Jones.