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Primavera Árabe

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Cameron e Sarkozy pedem união da oposição na Síria

Líderes afirmam que papel dos manifestantes é crucial para a queda do regime de Assad

17 de fevereiro de 2012 | 13h 35
Reuters

PARIS - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, acompanhado do primeiro-ministro Grã-Bretanha, David Cameron, pediu nesta sexta-feira, 17, aos opositores sírios do presidente Bashar Assad que se unam para que o mundo possa ajudá-los a derrubar o regime de Damasco.

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Sarkozy e Cameron pressionam China e Rússia para adotar postura mais incisiva contra Assad - Ian Langsdon/Efe
Ian Langsdon/Efe
Sarkozy e Cameron pressionam China e Rússia para adotar postura mais incisiva contra Assad

Sarkozy disse que a falta de unidade entre os grupos da oposição era um obstáculo à solução da crise na Síria, após um veto no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a uma resolução contra Assad, e advertiu que sem uma alternativa credível o levante fracassaria.

"O maior obstáculo não é apenas o bloqueio na ONU. Na Líbia, não poderíamos ter tido a revolução sem os líbios, e não seremos capazes de ter uma revolução síria sem que a oposição síria se esforce o bastante para se unir para que nós possamos apoiá-la mais", disse Sarkozy a jornalistas.

"Não vamos aceitar que um ditador massacre o seu povo, mas a revolução não será liderada de fora. Como na Tunísia, Egito e Líbia, deve ser liderada de dentro", disse em uma coletiva de imprensa depois de uma cúpula franco-britânica.

Cameron também disse que a falta de uma oposição síria unida limitava o que o mundo poderia fazer para ajudar. Ele disse que França e Grã-Bretanha estavam trabalhando juntas para ver de que forma poderiam melhor ajudar os grupos opositores.

Na quinta-feira, 137 Estados votaram a favor, 12 votaram contra e 17 se abstiveram na Assembleia Geral da ONU sobre uma resolução que endossava um plano da Liga Árabe pedindo que Assad renunciasse.

Rússia e China votaram contra, depois de já terem vetado um texto similar no Conselho de Segurança, em 4 de fevereiro, que teria mais força do que a aprovação na Assembleia Geral.