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Carla Bruni pede que Irã absolva mulher condenada a apedrejamento

Segundo primeira-dama francesa, seu país defenderá causa de Sakineh 'sem descanso'

23 de agosto de 2010 | 18h 47
Efe

PARIS- A primeira-dama francesa, Carla Bruni, pedirá amanhã às autoridades iranianas que absolvam Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento, por meio de uma carta que será publicada pelo jornal Libération, a revista Elle, entre outros veículos.

Carta de Bruni a Sakineh será publicada nesta terça - Reprodução
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Carta de Bruni a Sakineh será publicada nesta terça

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Por enquanto, já é possível ler pela internet alguns fragmentos da carta, em sites como os do jornal Le Figaro ou da TV TF1.

"Impossível ficar calada após conhecer a sentença pronunciada contra a senhora", afirma a cantora, ex-modelo e atriz.

"Transbordar seu sangue, privar seus filhos de uma mãe, mas por quê? Porque a senhora viveu, porque amou, porque é uma mulher, uma iraniana? Tudo em mim se nega a aceitar", diz a primeira-dama na carta.

'França não te abandonará', diz Carla Bruni a Sakineh em sua carta

"Do fundo de sua cela, saiba que meu marido defenderá sua causa sem descanso e que a França não te abandonará", acrescenta a esposa de Nicolas Sarkozy, que já anunciou seu apoio a Sakineh, da mesma forma que cerca de dois mil políticos e personalidades francesas.

A carta de Carla Bruni será publicada junto a outros pedidos de indulto escritos pela candidata socialista à presidência, Ségolène Royal, e o ex-presidente Valéry Giscart d'Estaing.

Suas mensagens também poderão ser lidas no site americano Huffington Post e na revista pela web do filósofo Bernard-Henri Lévy, outro defensor da iraniana condenada à morte por adultério, acusada posteriormente do assassinato de seu marido.

Na sexta-feira passada, o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, assegurou que a França "não poupará esforços para salvar" Sakineh Mohammadi Ashitiani.

Sakineh foi condenada em 2006 por manter relações ilícitas com dois homens após ficar viúva, o que, segundo a lei islâmica, também é considerado adultério. Primeiramente a pena foi de 99 chibatadas, depois convertida em morte por apedrejamento e, posteriormente, alterada para enforcamento.

Em julho deste ano, seu advogado Mohammad Mostafaei tornou público o caso em um blog na internet, o que chamou a atenção da comunidade internacional. Perseguido pelas autoridades iranianas, ele fugiu para a Turquia, de onde buscou asilo político na Noruega.

O governo brasileiro ofereceu refúgio a Sakineh, o que foi rejeitado por Teerã. A pena de morte foi mantida por um tribunal de apelações, que acrescentou ao caso a acusação de conspiração para a morte do marido.