'Caso da maleta' leva Antonini a se render nos Estados Unidos
Empresário acusado de levar dinheiro para a campanha de Cristina Kirchner agora colabora com investigações
O jornal argentino La Nación destaca nesta sexta-feira, 14, que o empresário venezuelano-americano Alejandro Antonini Wilson, interceptado em agosto deste ano no aeroporto de Buenos Aires carregando uma maleta com U$ 800 mil, "se rendeu" à Justiça americana para evitar uma possível condenação.
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O La Nación informa que seu correspondente nos Estados Unidos teve um breve contato telefônico com Antonini, que reside em Miami. "Você pode imaginar que não posso falar muito", disse Antonini e recomendou ao jornalista que entrasse em contato com seu advogado.
O empresário, que se dedica a negócios no ramo petroleiro, foi detido pela fiscalização argentina, no dia 4 de agosto, quando voltava de Caracas.
Na quarta-feira, 12, o promotor federal adjunto de Miami, Tom Mulvihill, declarou que o dinheiro contido na maleta seria destinado à campanha eleitoral de Cristina Kirchner, o que provocou a ira da presidente da Argentina.
'Operação vassoura'
Cristina afirmou na quinta, 13, que se tratava de uma "operação vassoura" que pretendia pressioná-la e que fora organizada por oposições de políticas exteriores.
Ainda segundo o jornal argentino, Antonini Wilson encontra-se em um lugar não especificado, mantido sob normas de proteção não esclarecidas.
O La Nación afirma que Antonini aceitou usar um microfone oculto e submeter-se a devastadora pressão de simular um jogo duplo: render-se à Justiça americana para evitar uma possível condenação e, em troca, colaborar para capturar os 'mentores' que levariam as investigações a nomes do poder boliviano.
Com base nas gravações do microfone que Antonini levava, a polícia chegou a quatro homens, todos ex-colaboradores do empresário.
Em Montevidéo, o chanceler uruguaio Reinaldo Gargano se referiu ao caso da maleta:"Não acredito que haja pessoas preocupadas com as boas relações que a Argentina tem com a Venezuela; mas, ao mesmo tempo, há muitas pessoas preocupadas, não apenas na Argentina, com as relações que o meu país tem com a Argentina", afirmou Gargano à imprensa.
O chanceler considerou estranho o fato de os Estados Unidos "tendo as informações que tinham, demorar tanto para fazer a divulgação. Demoraram um bocado. Bastante ineficácia, não?"
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