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Chanceler israelense descarta prazo para Estado palestino

Para Lieberman, não é realista querer alcançar um acordo sobre as fronteiras finais em nove meses

04 de janeiro de 2010 | 11h 50
Efe

O ministro israelense de Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, rejeitou nesta segunda-feira,4, diante do enviado do Quarteto de Madri (ONU, UE, Rússia e EUA) para o Oriente Médio, Tony Blair, um prazo para criação de um Estado Palestino.

"É importante manter um diálogo aberto e honesto com os palestinos sem gerar ilusões longe da realidade e que unicamente levem a violência e a frustração", disse Lieberman, segundo um comunicado de seu escritório.

Para o chefe da diplomacia israelense, "não é realista querer alcançar um acordo sobre as fronteiras finais em nove meses ou um completo (sobre todos os temas em disputa) em dois anos.

Lieberman fazia referência à informação publicada hoje pelo jornal egípcio "Al-Ahram", de que a Casa Branca apresentará um plano de paz em que Israel teria de comprometer a criar um Estado palestino dois anos após o retorno às negociações.

O diálogo de paz está paralisado há mais de um ano e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) recusa retomá-lo até que Israel pare totalmente a ampliação dos assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental e Cisjordânia, uma de suas obrigações no marco do Mapa de Caminho, o plano de paz apresentado em 2003 pelo Quarteto.

A ANP, presidida por Mahmoud Abbas, quer que o retorno ao diálogo não seja do zero, mas a partir do que já avançou com o anterior primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e que contenha prazos claros de cumprimento.

Nesta manhã, depois de se reunir na localidade egípcia de Sharm el-Sheikh com seu colega Hosni Mubarak, Abbas repetiu que "as negociações com Israel reiniciarão no momento da interrupção das construções nos assentamentos e do reconhecimento da legitimidadeinternacional" de um Estado palestino.