Divulgação/Efe
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Chávez cria fundo de US$ 1 bilhão contra crise energética

Presidente acusa oposição de tentar repetir golpe e pede que estudantes leais a ele repudiem protestos

estadao.com.br,

31 Janeiro 2010 | 20h29

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou neste domingo, 31, a criação de um fundo de US$ 1 bilhão para solucionar a crise energética no país. Chávez criticou ainda as manifestações contra ele e pediu que estudantes leais a seu governo impeçam que " se incendeiem as ruas".

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De acordo com o presidente, a verba vai acelerar o desenvolvimento de obras que aliviem o colapso na geração de energia no país. "Vou transferir estes recursos para o ministério de Energia para que não haja atrasos", disse Chávez durante seu programa dominical "Alô, presidente". Os recursos se destinam ao desenvolvimento de 59 projetos de geração e distribuição de energia e a 50 de manutenção.

A falta de chuvas na região de Guri e uma infraestrutura defasada são apontados como os fatores responsáveis pela crise energética. O governo lançou um programa de racionamento para diminuir em 20% o consumo no país. Até agora, apenas 4% foi economizado, segundo o ministro de Energia, Ali Rodriguez.

Chávez engavetou um polêmico plano de cortes de luz em Caracas, cidade atormentada por diversos problemas de segurança pública.

Crítica a protestos

Durante o programa, Chávez criticou a oposição e os protestos estudantis da última semana no país, contra a falta de luz, água e o fechamento da RCTV Internacional. Segundo ele, os protestos não contam com respaldo popular massivo.

"Os estudantes revolucionários devem ir às ruas como um muro de contenção que convença do contrário quem pretende incendiar nossas cidades", disse o presidente, sobre estudantes leais ao governo.

Na sexta-feira, a Procuradoria-Geral da Venezuela informou que o Ministério Público iria investigar dirigentes estudantis que estejam forçando universitários e secundaristas a saírem às ruas.

Chávez ainda acusou a oposição de repetir contra ele táticas que levaram ao golpe de Estado frustrado de 2002. "Os chefes da contrarrevolução não estão fazendo outra coisa que não repetir um formato que já conhecemos", disse.

O presidente venezuelano vinculou também os protestos a uma suposta estratégia americana para derrubar governos esquerdistas da América Latina.

"O império decidiu contra-atacar na América Latina dando o golpe de Estado e escolheu o ponto mais fraco", afirmou Chávez, sobre Honduras.

Nesta semana, o presidente eleito Porfírio Lobo tomou posse e o deposto Manuel Zelaya deixou o país rumo a República Dominicana.

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