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Chávez teme conspirações dos EUA com fim do mandato de Bush

12 de março de 2008 | 8h 06
REUTERS

O presidente venezuelano, Hugo Chávez,

disse na terça-feira que o governo dos Estados Unidos poderia

fazer dele uma vítima de conspirações, emboscadas e provocações

durante os meses finais do mandato de George W. Bush. Chávez

também comemorou a superação da crise andina na semana

passada.

As relações entre Caracas e Bogotá se normalizaram depois

da crise gerada pela resposta de Chávez à incursão militar da

Colômbia em território equatoriano com o fechamento de sua

embaixada em Bogotá e a expulsão dos representantes colombianos

em Caracas, além de mobilizar tropas à fronteira.

"É preciso prestar muita atenção a todas essas emboscadas e

provocações. Serão a ordem do dia...Esse é o último ano do

governo do atual presidente dos Estados Unidos e ele é o senhor

da guerra", disse Chávez em ato com médicos transmitido em

cadeia nacional de rádio e televisão.

Chávez, que considera Bush seu inimigo ideológico e o acusa

de tentar derrubá-lo, afirma que o presidente colombiano,

Alvaro Uribe, é marionete da Casa Branca, que "move seus

cordões".

Washington mantém um plano de apoio militar e econômico à

Colômbia para ajudar na luta contra o narcotráfico e a

guerrilha.

O presidente, que diz liderar uma revolução socialista em

favor dos pobres, fez votos pela vitória de um governo

pacifista na disputa eleitoral norte-americana de novembro.

"Tomara que o povo dos Estados Unidos eleja um presidente

que venha com uma mensagem de paz, de irmandade, de

fraternidade com o mundo, de respeito à paz, à vida dos povos,

de respeito à humanidade. Ainda que tenhamos diferenças,

poderemos nos respeitar e viver em paz como seres humanos e não

nos matarmos como bestas", disse.

Chávez confirmou que as relações entre Caracas e Bogotá se

normalizaram, mas assegurou que continuará alerta a movimentos

"de guerra" impulsionados por Washington.

A Venezuela, que é um dos principais fornecedores de

petróleo aos Estados Unidos, ameaçou cortar o fornecimento a

este país, mas analistas duvidam que a ameaça se concretize.

(Reportagem de Patricia Rondón Espín)



Tópicos: VENEZUELA, CHAVEZ, BUSH