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Chavismo amplia domínio sobre municípios, mas perde em Caracas

Com apuração concluída em 77% das cidades, governistas conquistavam 58% das prefeituras em disputa, enquanto a oposição ficava com 18%; no total de votos, o partido de Nicolás Maduro obtinha 44,1% e a oposição alcançava 40,5%

09 de dezembro de 2013 | 1h 20
ROBERTO LAMEIRINHAS / ENVIADO ESPECIAL A CARACAS

O chavismo tinha assegurado, no começo da madrugada desta segunda-feira, 196 das 335 prefeituras em disputa na eleição deste domingo. A opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) havia garantido 53. Outros partidos elegeram 8 prefeitos. A apuração nos 78 municípios restantes estava tão apertada que não havia como declarar um vencedor.

Apesar do maior número de prefeituras conquistadas, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) teve de amargar duas derrotas significativas: a primeira, no principal prêmio da rodada eleitoral de ontem, a MUD elegeu outra vez Antonio Ledezma para o governo metropolitano de Caracas; a segunda, teve de assistir à oposição conquistar a prefeitura de Barinas, no quintal político da família de Hugo Chávez. Em termos de voto absoluto, com dois terços dos votos apurados, a diferença entre governo e oposição voltou a se estreitar. O PSUV obteve 44,16% (4.584.477 votos) e a MUD 40,5% (4.252.080).

Diante das muitas interpretações que o resultado das eleições municipais de ontem poderia provocar, o governo venezuelano buscava nas últimas horas dissociar a votação de uma espécie de referendo sobre a administração de Nicolás Maduro. "Ninguém está com o futuro político em jogo aqui. O que está em jogo é o poder nos municípios", disse.

No mesmo pronunciamento, antes de sair para votar, Maduro também advertiu a oposição para que aceite o resultado das urnas – referindo-se veladamente à contestação das eleições presidenciais de 14 de abril, nas quais venceu o opositor Henrique Capriles por apenas 220 mil votos, num universo de 19 milhões de eleitores.

"Faço um chamado aos setores que estão com suas loucuras, conspirando. Baixem o grau de conspiração e pensem no país, que é mais importante do que suas ambições pessoais", declarou Maduro.

Nas últimas semanas, a maior parte dos analistas políticos da Venezuela passou a estimar que a votação municipal seria um termômetro da popularidade de Maduro, após duras medidas adotadas pelo governo para tentar frear a inflação – que passa de 50% nos últimos 12 meses –, o descontrole do câmbio e o aumento dos índices de desabastecimento de produtos básicos, como farinha de milho e óleo de cozinha.

"Não sei por que falam em plebiscito", disse, após a votação, o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello. "O que pensam? Se vencem a eleição em tal lugar e perdemos em outro lugar, acham que Nicolás se vai?", ironizou. "Que não se ponham loucos."

"A verdade é que o resultado das eleições pode ser interpretado de distintas maneiras, com base em vários critérios", declarou ao Estado o analista e consultor de empresas venezuelano Federico López Carreño. A eleição coincide com o "Dia de Lealdade e Amor ao Comandante Presidente Hugo Chávez". A data foi estabelecida por decreto por Maduro e marca o primeiro aniversário do anúncio do líder bolivariano de que voltaria a Cuba para tratar de seu câncer e no qual nomeou o atual presidente como seu sucessor.

No Colégio 23 de Enero, no bairro de mesmo nome, onde Chávez votava, o movimento era apenas o de eleitores em fila. Embora o grupo chavista Coletivo La Piedrita, que predomina no distrito, tivesse previsto algumas manifestações, elas não ocorreram.

 


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