Chefe da diplomacia israelense falta à sessão do Parlamento com Lula
Decisão do presidente em não visitar túmulo de líder sionista teria irritado Lieberman
O ministro de Assuntos Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, faltou à sessão especial do Parlamento israelense (Knesset) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após o presidente brasileiro evitar visitar o túmulo do fundador do sionismo, Theodor Herzl. Durante a visita aos territórios palestinos, o presidente deve homenagear os restos mortais do líder da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.

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Lieberman não compareceu hoje à na qual Lula fez um discurso em protesto pelo que considerou como um grave descumprimento do protocolo, informou o serviço de notícias israelense "Ynet".
A informação que chegou ao governo brasileiro é de que a visita ao túmulo de Herzl não é praxe de viagens oficiais.
Os dois últimos chefes de Estado que passaram por Israel - o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi - não visitaram o local.
O porta-voz de Lieberman, Tzachi Moshe, confirmou à Agência Efe que o ministro não compareceu ao Knesset para o discurso de Lula, mas preferiu não comentar se o chefe da diplomacia israelense estaria boicotando a visita, a primeira de um chefe de estado do Brasil ao Oriente Médio em mais de 100 anos.
Hoje de manhã, enquanto Lula mantinha um encontro privado com o presidente israelense, Shimon Peres, o chefe de protocolo do Ministério de Assuntos Exteriores israelense, Yitzhak Eldan, perguntou mais uma vez a seu colega brasileiro, embaixador George Monteiro Prata, se o presidente tinha mudado de opinião.
Prata respondeu com um firme "não", informou o jornal "Jerusalem Post". "Eldan ficou claramente incomodado", diz a publicação.
Ainda segundo o "Jerusalem Post", quando perguntado por um jornalista sobre por que Lula visitará o túmulo de Arafat e não o de Herzl, Prata respondeu que "terão que perguntar ao presidente".
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