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Primavera Árabe

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China cogita enviar diplomata para discutir crise síria

Pequim e Moscou vetaram resolução que daria aval a plano para afastar Assad e acabar com violência

07 de fevereiro de 2012 | 9h 44
Reuters

PEQUIM - A China cogita enviar um representante diplomático ao Oriente Médio para discutir a crise na Síria, disse a chancelaria de Pequim nesta terça-feira, 7, tentando aplacar a má repercussão de seu veto a uma resolução da ONU contra o governo de Bashar al-Assad.

O chanceler russo Sergei Lavrov (dir.) se reúne com o presidente Assad em Damasco - Sana/Divulgação/Reuters
Sana/Divulgação/Reuters
O chanceler russo Sergei Lavrov (dir.) se reúne com o presidente Assad em Damasco

A China e a Rússia vetaram a resolução que daria aval a um plano da Liga Árabe que prevê o afastamento de Assad e o fim da violência contra manifestantes na Síria. Depois do veto do fim de semana, a Rússia enviou à região seu chanceler, Sergei Lavrov, que se reúne com Assad nesta terça-feira.

Em entrevista à Reuters na segunda-feira, o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, disse que Rússia e China perderam credibilidade diplomática no mundo árabe ao vetar a resolução da ONU contra Assas.

Mas Liu Weimin, porta-voz da chancelaria chinesa, disse que seu país está comprometido em manter a amizade com os árabes, e talvez envie um representante à região. "Esperamos que a mediação russa possa ter sucesso. A China sempre prestou atenção ao desenrolar da situação síria", afirmou ele a jornalistas.

"Vamos considerar enviar alguém no futuro próximo à região, à Ásia Ocidental e ao Norte da África, para desempenhar um papel proativo e construtivo na busca por uma resolução política para a crise síria", acrescentou o porta-voz, sem entrar em detalhes.

'Povos amigos'

"O povo chinês é amigo tanto do povo sírio quanto do povo árabe, sempre trabalhamos juntos e coordenamos todos os tipos de problemas", acrescentou.

Segundo a ONU, mais de 5 mil pessoas, a maioria civis, já morreram na repressão aos protestos na Síria. O governo sírio diz enfrentar a ação de "terroristas armados" que, com patrocínio estrangeiro, tentam desestabilizar o país. É difícil confirmar os relatos do governo e da oposição, já que quase toda a imprensa estrangeira foi expulsa do país.