China condena ex-dirigentes de futebol a penas de mais de 10 anos
Ex-vice-diretor da ACF e chefe da arbitragem teriam aceito suborno para manipular resultados

PEQUIM - Um tribunal da China condenou neste sábado dois ex-dirigentes de futebol do país a penas de mais de 10 anos por acusações de corrupção, que envolveram suborno e manipulação de resultados.
Yang Yimin, o ex-vice diretor da Associação Chinesa de Futebol (ACF), e Zhang Jianqiange, o ex-diretor do comitê chinês de arbitragem, receberam sentenças de 10 e 12 anos, respectivamente.
O ex-vice-diretor da ACF teria aceito propinas equivalentes a cerca de 1.25 milhões de yuans (R$ 340 mil) e o chefe da comissão de arbitragem teria aceito subornos equivalentes a 2.73 milhões de yuans (R$ 742,5 mil).
Os pagamentos ao ex-dirigente teriam sido feitos por 20 times de futebol chineses e realizados em 40 ocasiões.
APITO DE OURO
O ex-diretor de futebol, que também foi multado em 200 mil yuans (R$ 54,4 mil) disse que não irá recorrer da sentença.
Já o ex-titular dos árbitros de futebol chineses reconheceu ter aceito propinas de três times do país, entre eles o Shangai Shenhua, a quem teria auxiliado na conquista do título de 2003 da liga de futebol chinesa.
A equipe acabou de contratar o atacante francês Nicolas Anelka, em uma transação milionária.
Segundo a agência de notícias oficial chinesa, Xinhua, Wang Shujing, o advogado do ex-dirigente futebolístico, disse concordar com a punição e não a considerou excessivamente severa.
''Yang aceitou propinas enquanto era um servidor público. E a sentença mais dura para um servidor público que aceita propinas é a pena de morte'', comentou o advogado.
Yang e Zhang não foram os únicos oficiais do futebol chinês julgados.
Entre os condenados está também o juiz Lu Jun, que já apitou dois jogos oficiais de Copa do Mundo, em 2002, realizada na Coreia do Sul e no Japão.
Lu era uma celebridade na China, onde é conhecido como 'apito de ouro'. Na quinta-feira, a Justiça divulgou que ele deverá cumprir uma sentença de cinco anos e meio por ter aceito cerca de US$ 128 mil (o equivalente a R$ 220 mil) pela manipulação de sete partidas.
O escândalo já se arrasta há algum tempo e provocou no ano passado a queda de Nan Yong, ex-dirigente da Associação Chinesa de Futebol.
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