Coalizão aprova prolongar vida útil das usinas nucleares alemãs
Consórcios energéticos pagarão em troca ajudas multimilionárias para o desenvolvimento de energias alternativas
A coalizão tripartite comandada pela chanceler Angela Merkel acertou prolongar a vida das 17 usinas nucleares alemãs uma média de 12 anos como parte de seu novo conceito energético para o país a médio e longo prazo.
Os Ministros alemães do Meio Ambiente, o democrata-cristão Norbert Röttgen, e de Economia, o liberal Rainer Brüderle, anunciaram ao término de dez horas de debate na Chancelaria Federal que os consórcios energéticos pagarão em troca ajudas multimilionárias para o desenvolvimento de energias alternativas.
Enquanto Röttgen se referiu a uma "apreciável contribuição" para o fomento das energias renováveis, Brüderle foi mais concreto ao comentar que os consórcios energéticos deverão apresentar até 15 bilhões de euros.
O compromisso alcançado contempla que as usinas atômicas construídas a partir de 1980 possam prolongar sua vida até 14 anos, enquanto as mais antigas terão uma atividade suplementar de oito anos.
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