Colômbia exibe imagens da incursão militar no Equador
Vídeo inédito mostra corpos de rebeldes, incluindo Raúl Reyes, e cerca de US$ 40 mil no acampamento atacado
O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Estado, exibiu aos representantes do Congresso imagens inéditas da incursão militar em território equatoriano em que o número 2 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, foi morto no último sábado. Após a apresentação do vídeo, o ministro responsabilizou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, pela crise no continente e pela elevação do tom do presidente equatoriano, Rafael Correa. Veja também: Assista ao vídeo no site do El Tiempo Dê sua opinião sobre o conflito Por dentro das Farc Entenda a crise entre Colômbia, Equador e Venezuela Histórico dos conflitos armados na América do Sul Correa diz que irá 'até as últimas conseqüências por soberania' Análise: 'É possível que as Farc se desarticulem' Ouça relato de Expedito Filho, enviado especial ao Equador As imagens mostram o momento em que as tropas responsáveis pela inspeção judicial chegam de helicóptero ao acampamento após os bombardeios. Um soldado mostra que US$ 39.900 foram encontrados em poder dos rebeldes e armas são apreendidas para perícias. O vídeo exibe ainda corpos de guerrilheiros mortos na ação, colocados lado a lado, destacando o cadáver de Raúl Reyes nas imagens. Segundo a BBC, a crise diplomática entre os três países teve início depois que helicópteros colombianos invadiram o território equatoriano para realizar um ataque contra membros das Farc. O ataque da Colômbia no Equador, no sábado, atingiu um acampamento de guerrilheiros e matou Raúl Reyes, um dos principais porta-vozes das Farc. As autoridades colombianas acusam a Venezuela e o Equador de ter ligação com os rebeldes e, na segunda-feira, anunciaram ter encontrado indícios de que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, entregou US$ 300 milhões às Farc. O Equador acusou a Colômbia de realizar uma "violação planejada e premeditada" de sua soberania durante reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) realizada nesta terça-feira. Em Brasília, onde chegou no início da noite desta terça-feira, o presidente do Equador, Rafael Correa, disse em uma entrevista coletiva que irá "até as últimas conseqüências" para defender a soberania do país.
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