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Colômbia propõe troca de guerrilheiros presos por Betancourt

28 de março de 2008 | 7h 52
HUGH BRONSTEIN - REUTERS

A Colômbia vai libertar centenas de

guerrilheiros caso os rebeldes soltem a ex-candidata

presidencial Ingrid Betancourt, que sofre com problemas de

saúde após permanecer refém por anos em acampamentos secretos

na selva, anunciou o governo do país.

O presidente Alvaro Uribe assinou um decreto no final da

quinta-feira permitindo a libertação de guerrilheiros presos se

a franco-colombiana Betancourt, sequestrada durante a campanha

eleitoral de 2002 e que estaria com hepatite B, também for

solta, disse o comissário colombiano da Paz, Luis Carlos

Restrepo, a jornalistas.

O decreto é uma tentativa de acelerar os esforços para

troca de políticos, policiais e soldados mantidos reféns pelos

rebeldes por guerrilheiros presos após meses de negociações

sobre as condições para um acordo.

"A libertação imediata de Betancourt seria o bastante para

considerarmos a troca humanitária em andamento, com isso

suspenderíamos condicionalmente as sentenças dos guerrilheiros

que forem parte do acordo", disse Restrepo.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) mantém

centenas de reféns na busca por resgate ou influência política,

incluindo três norte-americanos que prestavam serviços para o

governo dos EUA, capturados em 2003, e Betancourt.

"As bases legais para uma troca humanitária foram

estabelecidas e nós reduzimos as exigências o máximo possível",

disse Restrepo.

Apesar da campanha pela libertação dos reféns feitas pelos

familiares das pessoas mantidas presas pelas Farc e da pressão

do governo francês para ver Betancourt solta, um acordo parece

pouco provável após a Colômbia matar o número das Farc em uma

operação em 1o de março em território equatoriano.



Tópicos: COLOMBIA, URIBE, TROCA