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Colônias de Israel ocupam 42% da Cisjordânia, diz grupo israelense

Assentamentos são um dos principais entraves para as negociações de paz com palestinos

06 de julho de 2010 | 15h 45
Agência Estado e Associated Press

JERUSALÉM - Os assentamentos israelenses ocupam mais de 42% dos territórios da Cisjordânia, afirmou nesta terça-feira, 6, o grupo israelense de direitos humanos B'Tselem. Segundo a organização, grande parte dessas terras foram tiradas de seus donos palestinos, apesar de uma proibição da Corte Suprema de Israel.

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"As mudanças geográficas que Israel causou na paisagem da Cisjordânia atrapalham as negociações que realiza durante 18 anos com os palestinos, e também violam suas obrigações internacionais", afirmou o grupo. Representantes dos colonos, porém, rechaçaram as cifras, dizendo que o relatório tinha motivações políticas. O governo não comentou o assunto.

O informe do B'Tselem se baseou em registros oficiais, incluindo mapas militares e uma base de dados dos assentamentos compilada pelas Forças Armadas, segundo afirmou a organização. Apesar de as construções cobrirem somente 1% da superfície da Cisjordânia, a jurisdição dos assentamentos se estende por mais de 42% desse terreno, afirmou o grupo. Os assentamentos tiraram 21% do território de proprietários palestinos, uma grande parte dele após a Suprema Corte israelense proibir que isso ocorresse, em 1979.

O presidente do conselho de colonos, Dani Dayan, afirmou que os assentamentos ocupam apenas 9,2% da Cisjordânia. "É um informe político, de uma organização que foi usurpada pelos elementos contrários a Israel mais radicais", afirmou Dayan. "A intenção disso é sabotar o encontro entre (o primeiro-ministro israelense) Benjamin Netanyahu e (o presidente dos EUA) Barack Obama." Netanyahu chegou nesta terça-feira a Washington, para falar com Obama sobre alternativas para reiniciar as conversas diretas de paz com os palestinos.

As conclusões do levantamento do B'Tselem refletem o que outros ativistas já disseram antes contra os assentamentos: que eles ocupam terras muito além de seus perímetros, às vezes pertencentes aos proprietários palestinos. Os assentamentos israelenses são uma iniciativa muito criticada há décadas e um dos principais obstáculos para se alcançar um acordo de paz com os palestinos.