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Começa retirada das 2.300 toneladas de combustível do Costa Concordia

Serão necessários 28 dias consecutivos para esvaziar os 15 tanques do Costa Concordia, onde, segundo as estimativas, encontra-se 84% do combustível armazenado

12 de fevereiro de 2012 | 20h 45
Efe

ROMA - A retirada das 2.300 toneladas de combustível do cruzeiro Costa Concordia, que naufragou em 13 de janeiro em frente à ilha italiana de Giglio, foi iniciada neste domingo às 17h (hora local), informou a Defesa Civil da Itália em comunicado.

A companhia holandesa Smit e a italiana Neri, responsáveis pelo serviço, tinha previsto começar a extração em 28 de janeiro, mas o mau tempo não permitiu o início dos trabalhos, que devem durar cerca de um mês.

A nota explica que as condições meteorológicas continuam boas e que serão necessários 28 dias consecutivos para esvaziar os 15 tanques do 'Costa Concordia', onde, segundo as estimativas, encontra-se 84% do combustível armazenado.

O navio está encalhado a poucos metros da ilha de Giglio, no mar Tirreno, numa zona marítima de grande importância por ser passagem de baleias e outras espécies.

Desde o naufrágio, a prioridade foi a busca dos desaparecidos, por isso a retirada do combustível ficou em segundo plano.

Em 24 de janeiro começou a preparação para o esvaziamento dos seis tanques, onde estão 1.518 metros cúbicos do líquido (67% do total). O resto se encontra em noves depósitos menores, que guardam 377 metros cúbicos de combustível (17%). O restante (348 metros cúbicos) está armazenado em depósitos menores na sala de máquinas

Enquanto o material é extraído da embarcação, água é bombeada para os tanques que ficam vazios, para evitar que o cruzeiro se desequilibre.

No momento, estão sendo retirados cinco metros cúbicos de combustível a cada hora, valor que pode chegar até a 10 metros cúbicos nas próximas horas. A operação deste domingo começou num tanque de 400 metros cúbicos, que deve demorar de 40 a 45 horas para ser esvaziado.

A Agência Regional para a Proteção Meio Ambiental da Toscana (ARPAT) não registrou contaminação do mar.