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Conselho de Segurança da ONU planeja fim rápido de mandato na Líbia

Diplomata líbio afirma que país está 'ansioso' pelo encerramento da zona de exclusão aérea

26 de outubro de 2011 | 18h 00
Reuters

NOVA YORK - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) planeja encerrar sua autorização para uma zona de exclusão aérea e intervenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Líbia nesta semana, apesar dos apelos do governo líbio para que espere, disseram nesta quarta-feira, 26, diplomatas do conselho.

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O vice-embaixador da Líbia na ONU, Ibrahim Dabbashi, afirmou ao conselho de 15 nações que o povo líbio está "ansioso para que a zona de exclusão aérea sobre a Líbia termine o mais rápido possível, assim como o mandato concedido pelo Conselho de Segurança através da resolução 1973 para proteger os civis." "De acordo com as avaliações iniciais, a data de 31 de outubro é uma data lógica para terminar este mandato", disse ele.

Mas ele acrescentou que o Conselho Nacional de Transição (CNT) ainda não tomou uma decisão oficial se pedirá o encerramento do mandato da ONU, que autorizou integrantes da Otan e de outros Estados membros da organização a tomar "todas as medidas necessárias" para proteger civis líbios.

É por isso que o governo líbio queria que o conselho aguardasse para encerrar o mandato da ONU, segundo Dabbashi. "Nós pedimos ao conselho para dar uma chance ao CNT para tomar uma resolução sobre isso", disse ele. "Isso requer alguns dias. Talvez isto acontecerá antes do dia 31 deste mês."

Dabbashi declarou que o governo precisava de mais tempo para avaliar a situação de segurança em seu país e sua capacidade de monitorar as fronteiras.

Diplomatas ocidentais no Conselho de Segurança falaram aos repórteres após a realização de discussões a portas fechadas sobre a Líbia. Segundo eles, os membros do conselho planejam seguir em frente e terminar o mandato da ONU, e assim, revogar a autorização da presença da Otan na Líbia.

Eles disseram que as questões levantadas pelo CNT de que gostaria que a Otan os ajudasse, como na segurança das fronteiras, estão fora do mandato da ONU para proteger os civis e impor uma zona de exclusão aérea. "O trabalho era proteger os civis e do ponto de vista da Otan a missão foi cumprida", disse um diplomata à Reuters sob condição de anonimato. "Não há nenhum ponto em retardar o fim do mandato."

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a resolução sobre a Líbia em março para proteger os civis das forças do líder deposto Muamar Kadafi, morto na semana passada.