Conselho Europeu condena ataque de Israel e pede fim de bloqueio a Gaza
Abordagem militar contra frota humanitária e embargo constituem 'violação das leis internacionais'
ESTRASBURGO - A Assembleia Parlamentar do Conselho Europeu condenou nesta quinta-feira, 24, o ataque de Israel contra uma frota que levava ajuda humanitária á Faixa de Gaza e exigiu a suspensão imediata do bloqueio que o Estado judeu mantém sobre o território palestino, segundo uma resolução discutida no órgão.
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O texto da resolução assegura que o ataque "foi um ato ilegal que constitui uma violação do direito internacional" e que a Assembleia compartilha das condenações já feitas pela Organização das Nações Unidas (ONU), pelo Quarteto para o Oriente Médio e pela União Europeia. O documento foi aprovado com 106 votos a favor, quatro contra e seis abstenções.
Segundo o congresso europeu, o texto "deplora" que as autoridades israelenses não tenham aceito a petição para abrirem uma investigação internacional sobre o ocorrido. Israel conduz uma inspeção interna sobre o ataque, que deixou nove civis turcos mortos e causou a ira de países islâmicos e árabes.
Os países europeus também pediram o fim imediato e incondicional do bloqueio de Israel mantido sobre Gaza desde 2007, quando o partido militante palestino Hamas tomou o controle do território à força. Segundo o documento, Israel deve permitir a entrada de bens na área pelo mar e pela terra "sem prejudicar sua própria segurança" para que os palestinos "possam viver em condições normais".
Com o bloqueio, o governo israelense impões restrições de viagens e entrada de ajuda à Faixa de Gaza. Israel atualmente só permite a entrada de ajuda humanitária a Gaza através de pontos controlados na fronteira terrestre entre os territórios, embora tenham tomado medidas para aliviar o embargo.
Os israelenses dizem que agora todos os bens que não possam ser desviados para fins militares podem entrar em Gaza. Cimento e metais são alguns dos materiais que, segundo o Estado judeu, podem ser usados pelo Hamas para a construção de armas.
A resolução também aborda outros pontos de tensão entre palestinos e israelenses. Foi pedido um acordo que estabeleça a libertação do soldado Gilad Shalit, de Israel, capturado pelo Hamas há quatro anos, e que este grupo militante palestinos reconheça o Estado de Israel e não realize mais ataques contra os judeus.
(Com informações da agência Efe)
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