Coreia do Norte construiu novos mísseis balísticos, diz relatório
Com alcance de 3 mil km, projéteis seriam capazes de atingir Alasca e costa oeste dos EUA, alerta Coreia do Sul
A Coreia do Norte dispõe de uma nova versão de mísseis de médio alcance em seu arsenal e aumentou suas forças especiais, aponta um relatório divulgado nesta segunda-feira, 23, pelo Ministério da Defesa sul-coreano, que classifica o avanço como "ameaça direta e grave" à sua segurança. De acordo com o estudo, citado pela agência de notícias local Yonhap, Pyongyang começou em 2007 a construir o novo míssil de médio alcance, projetado no final de 1990, com um alcance de 3 mil quilômetros. Veja também: Hillary pede que a Coreia do Norte pare de fazer provocações Pyongyang ameaça com guerra enquanto Hillary chega a Seul Segundo a Yonhap, a Coreia do Norte já havia exibido este míssil em abril de 2007 por ocasião do 75º aniversário da fundação de seu Exército, embora o relatório não esclareça o número de projéteis ou sua capacidade de uso. De acordo com a mídia local, o míssil, uma versão avançada do Taepodong-2, poderia atingir o Alasca e a costa oeste dos EUA. O documento conclui que a Coreia do Norte aumentou sua capacidade militar e indica que o país poderia ter adquirido 40 quilos de plutônio, uma quantidade suficiente para fabricar sete armas nucleares. Além disso, assegura que Pyongyang aumentou o número de forças especiais de infiltração rápida de 60 mil para 180 mil soldados nos últimos dois anos. Do mesmo modo, afirma que o número de soldados nas fileiras do Exército norte-coreano aumentou em 20 mil homens desde 2006, chegando a 1,1 milhão de efetivos. As negociações para o desarmamento atômico norte-coreano envolvendo EUA, China, Japão, Rússia e Coreia do Sul estão praticamente paralisadas, principalmente desde que Pyongyang rejeitou a retirada de material nuclear do país para testes que comprovem a desativação do programa de armas nucleares. Na semana passada, o regime comunista disse estar preparado para uma guerra contra a Coreia do Sul, e acusou os EUA de preparem um ataque nuclear. Na Ásia, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu ao governo norte-coreano o fim das "provocações", e ressaltou que as relações com os EUA não irão melhorar caso Pyongyang continue insultando a Coreia do Sul.
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