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Coreia do Sul anuncia sanções contra o Irã

Controle às transações financeiras são uma das iniciativas contra programa nuclear iraniano

08 de setembro de 2010 | 5h 41
Efe

SEUL - O governo da Coreia do Sul anunciou nesta quarta-feira, 8, sanções contra o Irã por seu programa nuclear, em iniciativa que vai causar controles financeiros mais estritos a cerca de 100 entidades.

O governo de Seul decidiu exigir uma autorização prévia às transações financeiras com o Irã e elaborou, além disso, uma lista de 102 instituições e 24 indivíduos iranianos que terão essas atividades restritas.

Um porta-voz do Ministério de Exteriores da Coreia do Sul explicou que será penalizada a filial do Banco Mellat em Seul, sob suspeita de ter facilitado financiamentos milionários a entidades iranianas relacionadas com os programas nuclear e de defesa, informou a agência local Yonhap.

As sanções se unem às que foram impostas por Estados Unidos, União Europeia (UE) e Japão após a resolução 1.929 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, adotada em junho para castigar o Irã por seu programa de enriquecimento de urânio e desenvolvimento nuclear.

Um responsável do Governo sul-coreano disse que Seul quer explicar ao Governo do Irã estas sanções, perante a avaliação de analistas locais que temem que as relações comerciais entre os países sejam deterioradas.

O Irã é o maior parceiro comercial sul-coreano no Oriente Médio. Em 2009, o comércio bilateral somou US$ 10 bilhões, e, além disso, 10% do petróleo importado pela Coreia do Sul é extraído no Irã.

Teerã nega que seu programa de enriquecimento de urânio tenha como objetivo fabricar armas nucleares, e garante que a finalidade é o uso pacífico da energia nuclear.

No entanto, grande parte da comunidade internacional, liderada por EUA e Israel, acusa o Irã de ocultar, sob seu programa nuclear civil, outro, de natureza clandestina e aplicações bélicas cujo objetivo seria a aquisição de armamento atômico.

A última resolução da ONU contra o Irã estabelece novas restrições às operações dos bancos iranianos, enquanto aumenta a apuração das transações no exterior das entidades financeiras do país.

Além disso, endurece o embargo de armas ao Irã e sanciona 40 entidades do país, assim como a Guarda Revolucionária, enquanto reforça o regime de inspeções a navios e aviões iranianos.