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Costa Cruzeiros prorroga prazo para que passageiros aceitem indenização

Quantia oferecida é de US$ 18,4 mil por pessoa; associação pede que 'esmola' não seja aceita

15 de fevereiro de 2012 | 12h 24
Efe

ROMA - A companhia Costa Cruzeiros estendeu até 31 de março de 2012 o prazo para que os passageiros do Costa Concordia, o navio que naufragou na costa da Itália há mais de um mês, aceitem a indenização estipulada pela empresa, de US$ 18,4 mil por pessoa, que inclui despesas e ressarcimento.

Naufrágio do Costa Concordia deixou 17 mortos e 15 desaparecidos - Massimo Percossi/Efe
Massimo Percossi/Efe
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Em comunicado, a empresa anunciou nesta quarta-feira, 15, que com essa proposta pretende oferecer aos passageiros " um prazo mais conveniente para que possam avaliar com a devida serenidade" a proposta de indenização, fixada em 27 de janeiro pela Costa Cruzeiros e o Comitê de Naufrágios do Costa Concordia, formado, entre outros, por várias associações italianas de consumidores.

Esse valor compreende os US$ 14,4 mil de ressarcimento, mais outros US$ 4 mil para cobrir as despesas dos passageiros. Já os que sofreram danos físicos ou no caso dos que morreram, serão feitas negociações individuais.

Após o acordo assinado pela Costa Cruzeiros e o comitê, a Associação de Consumidores italiana (Codacons) pediu aos passageiros que não aceitassem a oferta por considerá-la uma "esmola". A Codacons publicou em seu site sua intenção de iniciar em Miami, com dois escritórios de advocacia americanos, uma ação legal coletiva para exigir da empresa indenização de US$ 164,5 mil por passageiro.

O cruzeiro Costa Concordia encalhou próximo à ilha de Giglio, na Itália, com 4.229 pessoas a bordo, após bater uma área rochosa, na noite de 13 de janeiro de 2012. No naufrágio, 17 pessoas morreram e 15 continuam desaparecidas. Conforme a empresa, o acidente ocorreu em consequência de uma decisão do capitão do cruzeiro, Francesco Schettino, que é mantido em prisão domiciliar.