Cristina defende o Mercosul e deseja sorte para Hillary
Na primeira entrevista após as eleições, a primeira-dama agradeceu a ajuda e o apoio dado por seu marido
A presidente eleita Cristina Fernández de Kirchner, a primeira da história da Argentina a vencer pelo voto popular, defendeu a ampliação do Mercosul durante sua primeira entrevista para um canal de televisão argentino. Ela revelou ainda nesta segunda-feira, 29, que deseja a Hillary Clinton a mesma sorte nas próximas eleições americanas.
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Cristina destacou a necessidade de "ampliar" o Mercosul, com ênfase na questão energética. E declarou que não quer que seu país tenha inimigos, ressaltando o papel da Argentina na América Latina.
"A Argentina se reposicionou na América Latina. Voltamos para casa, depois de um período em que achávamos que éramos sócios dos grandes", disse a senadora e primeira-dama ao canal Todo Notícias.
Para Cristina Fernández, a Argentina tem um "papel importante" a cumprir na América Latina para que a região "tenha mais força e mais identidade em suas economias".
"Dessa maneira vamos nos complementar e nos relacionar com outros blocos", ressaltou a governante eleita. Ela insistiu na conveniência de aprofundar o Mercosul, com ênfase na "equação energética".
Sobre a pré-candidata à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton, Cristina disse que esteve com ela "em convenções do Partido Democrata, e tudo parece indicar que é a favorita dos americanos".
Quando perguntaram se ele desejava uma vitória da senadora americana, Fernández respondeu: "Por que não? Outra mulher não seria ruim".
Durante a entrevista que concedeu depois da vitória nas eleições de domingo, 28, Cristina disse ainda que o resultado foi um reconhecimento ao governo de seu marido. "Kirchner foi importante neste projeto político como presidente dos argentinos", disse.
A senadora e primeira-dama obteve 44,9% dos votos, seguida pela ex-deputada Elisa Carrió, com 23%, segundo os dados oficiais. Ela assume a presidência no dia 10 de dezembro.
Cristina se mostrou triste porque nenhum dos candidatos opositores a felicitaram pela vitória. Ao comentar com seu marido este fato, segundo a presidente eleita, ele respondeu que era para ela "esperar sentada" por isso.
Indagada sobre quais são suas prioridades, ela mencionou o combate a pobreza e ao desemprego e melhorar a educação, para que assim o país se torne competitivo.
"Sonho com a marca argentina no mundo. Quero que o país se torne um grande exportador como a Alemanha, com um altíssimo grau de tecnologia", disse.
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