Cristina Kirchner deve fazer anúncio sobre conflito pelas Malvinas
Presidente convocou governadores, prefeitos, parlamentares e empresários para o ato
Atualizado às 16h53.

BUENOS AIRES - A presidente argentina, Cristina Kirchner, vai liderar às 19h desta terça-feira, 7, um ato com ex-combatentes da Guerra das Malvinas, em meio ao conflito com o Reino Unido pela soberania das ilhas.
Cristina convocou governadores, prefeitos, parlamentares, empresários, funcionários públicos e representantes de organizações sociais à Casa Rosada, onde deve fazer anúncio ligado ao conflito pelas Malvinas, sob domínio britânico e cuja soberania a Argentina reivindica.
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Nas últimas semanas, às vésperas do 30º aniversário da guerra travada entre o Reino Unido e a Argentina pelas Malvinas, Londres e Buenos Aires aumentaram a disputa pela soberania das ilhas, com 2.913 habitantes, onde desde quinta-feira está o príncipe William da Inglaterra.
O Reino Unido anunciou na semana passada que enviará em breve às Malvinas um de seus navios de guerra mais modernos, o destróier "HMS Dauntless", Tipo 45, apesar de informar que a operação havia sido planejada há muito tempo.
Em dezembro, os países do Mercosul, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, decidiram bloquear a entrada em seus portos de navios com bandeira das ilhas Falkland (Malvinas).
Diplomatas britânicos consideram que a Argentina tenta organizar um bloqueio econômico às Malvinas e impedir a saída do único voo da LAN Chile que liga as ilhas ao Continente americano, afirmou na semana passada o jornal The Guardian.
Temores
De acordo com o jornal argentino Clarín, o principal medo dos habitantes da ilha é que se cortem os convênios de cooperação assinados em 1999, dos que dependem o voo semanal da LAN desde Punta Arenas. Por outro lado, existe a possibilidade de que sejam fechados acordos nas áreas de petróleo o pesca, informa o jornal.
Posição chilena
O chanceler do Chile, Alfredo Moreno, declarou que seu país "sempre" apoiou a reivindicação da Argentina pela soberania sobre as Ilhas Malvinas e negou que a postura afete a relação com a Grã-Bretanha.
"Esta é a posição de todos os países do continente e creio que a Argentina merece esse apoio", afirmou Moreno em entrevista à televisão chilena, dizendo que "não há nada de novo" na declaração de apoio do Chile sobre o assunto.
Ele esclareceu que o governo de Cristina Kirchner solicitou apenas que o Chile não receba navios que utilizem a bandeira das Ilhas Malvinas e negou que tenha existido outro pedido sobre voos ou outras embarcações.
O ministro chileno das Relações Exteriores também atestou que não há nenhuma visita programada até o momento de seu homólogo britânico, William Hague, ao país.
Com Ansa e Efe.
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