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Cuba aprofundará reformas econômicas, diz política espanhola

Segundo secretária do PSOE, governo quer avançar em processo de abertura da ilha

01 de setembro de 2010 | 19h 19
Reuters

HAVANA- Uma dirigente socialista espanhola afirmou nesta quarta-feira, 1, que Cuba aprofundará suas reformas econômicas e sociais após se reunir com representantes do Partido Comunista de Cuba.

"O futuro será visto. Eu não posso antecipar como será, mas vi de uma forma muito clara a vontade do Partido Comunista de avançar nesse processo de transformações e de reformas econômicas e sociais de uma forma muito clara", disse Leire Pajin, secretária do governista Partido Socialista Trabalhador Espanhol (PSOE, na sigla em espanhol).

O presidente cubano, Raúl Castro, já tomou algumas medidas para modernizar a ineficiente economia socialista da ilha, dando, por exemplo, maior autonomia aos camponeses para estimular a produção.

Agora, Castro se dispõe a abrir mais espaços à pequena iniciativa privada, na tentativa de absorver parte do um milhão de trabalhadores que sobram na administração pública.

O governo espanhol do socialista Jose Luis Rodriguez Zapatero tem trabalhado para recompor as relações com Cuba e defende o diálogo com as autoridades comunistas como forma de implementar mudanças na ilha.

Pajin disse que conversou com as autoridades sobre a possibilidade de que a Espanha ofereça microcréditos aos empreendedores cubanos.

"Vi um interesse nesse sentido e nos pareceu muito interessante essa perspectiva de futuro e ver como se pode colaborar", afirmou.

Presos políticos

Pajin e outros membros do PSOE também se encontraram com o arcebispo de Havana, Jaime Ortega, que negociou em julho com o governo da ilha a libertação de 52 presos políticos com a mediação do governo espanhol.

"O processo continua aberto, Nas últimas horas e nos últimos dias houve novas libertações. Esta é a prova mais evidente de que o processo continua", disse Pajin ao ser perguntada sobre se Cuba libertaria outros presos além dos 52.

26 dissidentes já foram libertados desde julho, com a condição de viver na Espanha. O Ministério de Assuntos Exteriores afirmou que outros seis começarão a chegar a Madri a partir de quinta.