Cuba ataca movimento de mulheres de presos políticos
O governo de Cuba atacou na terça-feira
as Damas de Branco, grupo de esposas e mães de presos
políticos, acusando-as de fazer "provocações" a mando dos
Estados Unidos.
O grupo existe desde 2003, quando 75 dissidentes foram para
a prisão sob a acusação de trabalhar para o governo
norte-americano, sendo que 55 continuam detrás das grades. Até
agora, as manifestações pacíficas das mulheres eram toleradas.
Na segunda-feira, dez delas fizeram uma manifestação
sentando-se perto da Praça da Revolução, em Havana, para pedir
que o governo do presidente Raúl Castro liberte seus parentes.
Elas foram detidas, colocadas em um ônibus e levadas até suas
casas pela polícia.
Um comunicado oficial divulgado pela imprensa cubana
chamava a manifestação de "provocação... ordenada por seus
mestres ianques".
Havana nega a existência de presos políticos em Cuba e
rotula todos os manifestantes de "mercenários" pagos pelos
Estados Unidos.
As Damas de Branco, que ganharam o nome por marcharem
vestidas de branco aos domingos por uma avenida de Havana,
ficaram irritadas com o ataque do governo.
"Nosso objetivo é puramente humanitário, para libertar os
prisioneiros de março de 2003", disse uma das fundadoras,
Miriam Leiva.
Cerca de 100 partidários do governo interromperam a
manifestação das Damas de Branco na segunda-feira, gritando
palavras de ordem e insultos às mulheres. Mais tarde, ajudaram
a polícia a removê-las dali, em alguns casos arrastando-as até
os ônibus.
O governo afirma que interveio para salvar as mulheres dos
ataques dos patriotas.
A televisão cubana não mostrou imagens do tratamento
ríspido recebido pelas mulheres. Em vez disso, veiculou fotos
das mulheres em encontro com Michael Parmly, chefe do Setor de
Interesses dos Estados Unidos em Havana -- chamado por um
comentarista de "quartel-general da contra-revolução cubana".
Também levou ao ar trechos de uma teleconferência feita na
sexta-feira com Ileana Ros-Lehtinen, republicana da Flórida
nascida em Cuba, uma importante voz contra os Castro no
Congresso.
Cuba acusa a parlamentar de encorajar as mulheres a
desestabilizar o país.
Ilegal mas tolerada, a Comissão Cubana pelos Direitos
Humanos estima que haja mais de 200 presos políticos em Cuba,
com penas de até 28 anos de prisão. A Anistia Internacional
reconhece 58 pessoas presas somente por terem manifestado suas
opiniões.
O número de presos políticos, porém, caiu ligeiramente desde
que Raúl Castro substituiu o irmão Fidel, em 31 de julho de
2006.
(Reportagem adicional de Esteban Israel e Nelson Acosta)
Siga o @EstadaoInter no Twitter
- 01 Petrobras busca reajuste de combustíveis via ...
- 02 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 03 Para bispo, ministra da Secretaria das ...
- 04 Presidente do PT critica privatizações ...
- 05 Para Marta, aliança entre Haddad e Kassab em ...
- 06 Mercadante quer dar bônus para escola que ...
- 07 PT reage a FHC: 'Disputa ideológica sobre ...
- 08 FGV: País tem queda de 7,26% no número de ...
- 09 Mário Gobbi é novo presidente do ...
- 10 Irã bloqueia acesso ao Google e a outras ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2011
- Todos os direitos reservados








