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Derrotada, Carrió se proclama líder da oposição na Argentina

Segunda colocada no pleito, candidata de centro-esquerda teve uma clara vitória na capital do país

29 de outubro de 2007 | 20h 04
Reuters

A candidata derrotada nas eleições presidenciais argentinas Elisa Carrió se definiu nesta segunda-feira, 29, como a representante real da oposição e garantiu que voltará "muito mais perigosa" agora que não está disputando cargos públicos.

 

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Em sua segunda candidatura à Presidência, Carrió obteve cerca de 22,97% dos votos, muito menos que os 44,88% conquistados pela primeira-dama e candidata do governo, Cristina Fernández de Kirchner. A segunda colocada no pleito, no entanto, teve uma clara vitória na capital e uma quantidade significativa de votos na populosa província de Buenos Aires.

 

"Sou líder da oposição e a isso não se renuncia, esse é um lugar que se conquista. Vou ser uma líder muito mais perigosa livre, sem disputar cargos. A oposição tem liderança, vamos seguir construindo, vamos seguir avançando", disse Carrió em entrevista coletiva.

 

Sua mensagem tem maior força em Buenos Aires, onde em junho o empresário e presidente do Boca Junior, clube de futebol mais popular do país, Mauricio Macris, venceu a disputa pela chefia do governo da cidade, maior caixa de ressonância política do país.

 

Após essa eleição, analistas apontaram Macri como o futuro líder de uma oposição ao governo de Cristina Kirchner com os olhos voltado às eleições presidenciais de 2011.

 

O eleitorado de Buenos Aires parece ter dado um "voto de castigo" ao governo nacional tanto nas eleições de junho como nas deste fim de semana, sem uma coerência ideológica, já que as propostas de Carrió e Macri são profundamente distintas e os dois se apresentam como inimigos políticos.

 

O peronismo nunca conseguiu vitórias importantes em Buenos Aires e o maior descontentamento da população com o presidente Néstor Kirchner se concentra na cidade, capital do país com cerca de 3 milhões de habitantes.

 

"Os grandes centros urbanos deste país hoje têm liberdade de voto e o voto lhes pertence. Não pertence nem a Macri nem a mim (...) A cidadania votou buscando uma saída para o país", disse Carrió.



Tópicos: Argentina, Eleições