Dia decisivo para segundo plano de resgate grego
Espera-se que os Ministros das Finanças da Zona do Euro aprovem o segundo plano de resgate financeiro para a Grécia nesta segunda-feira para tentar acabar com meses de incerteza que atingiram o bloco, apesar de que ainda há trabalho a ser feito para que os números fechem.
Diplomatas e economistas dizem que não esperam que o pacote resolva os problemas econômicos da Grécia. Isto poderia levar uma década ou mais, uma perspectiva sombria que levou milhares de gregos às ruas para protestar contra as medidas de austeridade no domingo.
O ministro das Finanças francês, François Baroin, disse que todos os elementos estavam colocados para que se alcançasse um pacto e o ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, afirmou que esperava um acordo. A reunião dos ministros está marcada para em torno das 17h (horário de Brasília).
Ministros da Zona do Euro precisam concordar com novas medidas para fazer com que as finanças funcionem, dada a contínua piora do estado da economia grega. Eles dizem, porém, que um acordo na segunda-feira ajudará a reestruturar as vastas dívidas do país, estabilizar o equilíbrio das finanças e mantê-lo no bloco de 17 países da Zona do Euro.
Autoridades do Ministério de Finanças gregos e do Banco Central Europeu realizaram uma conferência por telefone no domingo para discutir os detalhes finais do programa de 130 bilhões de euros (171 bilhões de dólares), incluindo um relatório analisando a probabilidade da Grécia diminuir sua dívida, o que é crítico para o Fundo Monetário Internacional.
Apesar de haver ceticismo na Alemanha e em outros países de que a Grécia será capaz de cumprir seus compromissos, incluindo implementar cortes de 3,3 bilhões de euros e aumentar os impostos, autoridades afirmam que o momento é propício para um acordo.
As ações europeias e o euro se movimentaram em alta na segunda-feira, à medida que o apetite dos investidores para ativos mais arriscados foi estimulado pelas expectativas de um acordo e após uma política surpresa de flexibilização da China.
Milhares de gregos se manifestaram no domingo contra as medidas de austeridade para reduzir as dívidas do país, apesar de que os números eram menores que em protestos anteriores.
(Reportagem adicional de Daniel Flynn, em Paris, Terri Kinnunen, em Helsinque, e George Georgiopoulos, em Atenas)
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