Dois terços dos palestinos apoiam negociações com Israel
58% acham que podem conviver em paz com os israelenses, indica pesquisa
Cerca de 65% dos palestinos apoiam as negociações de paz com Israel se estas incluírem um congelamento da construção nos assentamentos judaicos e garantias internacionais para a criação de um Estado, segundo um estudo divulgado hoje.
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A pesquisa, realizado pela organização Arab World for Research and Development (AWRAD) entre três mil adultos residentes na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, indica que apenas 8% deles aceitam as negociações de forma incondicional.
O estudo, com vistas às negociações de paz que começarão na quinta-feira, dia 2 de setembro, em Washington, mostra uma clara divisão entre os palestinos em torno das soluções que estariam dispostos a aceitar nos problemas individuais do conflito.
Sessenta e dois por cento "aceitam ou toleram" a solução de dois Estados proposta como base das negociações, e 66% "aceitam ou toleram" uma troca de terras com Israel em troca de assentamentos que fiquem sob a soberania desse país.
Na questão dos quatro milhões de refugiados palestinos dispersos pela região, cujo retorno exigem os palestinos, mas que Israel não aceita por causa da mudança demográfica que representaria em sua sociedade, 88% dos indagados acreditam que deveriam desfrutar do direito de "retorno e compensação".
No entanto, 64% aceitariam uma solução pela qual os refugiados retornem unicamente ao território da Cisjordânia e de Gaza, e não para seus lares em povoados e cidades que desde 1948 estão em território israelense.
Sobre o futuro de Jerusalém, em cuja parte oriental os palestinos aspiram declarar a capital do futuro Estado, se mostram divididos em 50% entre os que apoiam e se opõem a que os lugares muçulmanos e cristãos sagrados fiquem em poder palestino e o Muro das Lamentações em poder de Israel.
Nas fronteiras de 1967, base das negociações, o Muro, o lugar mais sagrado para o judaísmo, ficava do lado palestino.
Apoio muito mais em massa, 95%, é o que dão os palestinos para um acordo de paz global, embora sejam muitos menos, 58%, os que acham que israelenses e palestinos possam realmente conviver uns ao lado dos outros.
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