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Donos do Costa Concordia devem anunciar plano de remoção em março

Empresa convidou dez empresas de resgate para participarem da concorrência para o trabalho

02 de fevereiro de 2012 | 20h 21
REUTERS

ROMA - A empresa proprietária do navio Costa Concordia, que naufragou no mês passado na costa italiana, disse na quinta-feira, 2, que pretende anunciar até o final de março os planos para a remoção dos destroços.

Autoridades estimam que a operação de remoção do naufrágio pode levar de sete a dez meses - Luca Zennaro/Efe
Luca Zennaro/Efe
Autoridades estimam que a operação de remoção do naufrágio pode levar de sete a dez meses

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A Costa Cruzeiros, subsidiária da empresa Carnival Corp., maior companhia mundial do setor de cruzeiros, disse em nota que convidou dez importantes empresas de resgate para participarem da concorrência para o trabalho.

A companhia disse que pretende selecionar a empresa vencedora até o final de março, mas que operações dessa complexidade sempre estão sujeitas a atrasos.

O Concordia, de 290 metros, virou e encalhou em 13 de janeiro perto da ilha de Giglio, na costa da Toscana, depois de atingir uma rocha que rasgou seu casco. O acidente deixou pelo menos 17 mortos e 15 desaparecidos.

As autoridades estimam que a operação de remoção do naufrágio pode levar sete a dez meses depois que os preparativos estiverem concluídos, o que significa que a enorme embarcação continuará no local pelo menos até o final do ano.

O capitão do navio, Francesco Schettino, vem sendo apontado como responsável pelo acidente, por ter se aproximado demais da costa a fim de saudar os moradores da ilha.

Ele está sob prisão domiciliar e pode ser processado por homicídio múltiplo e por ter abandonado o navio antes que estivesse concluída a retirada de todos os 4.200 passageiros e tripulantes.

A Costa, que também atribui o naufrágio a Schettino, enfrenta diversas ações individuais e coletivas iniciadas por passageiros e tripulantes.

Em Giglio, onde o Concordia está semissubmerso a poucos metros da orla, as buscas por corpos e sobreviventes já foram abandonadas, e os técnicos agora se preparam para recolher mais de 2.300 toneladas de óleo diesel que estão nos tanques e correm o risco de causar um desastre ambiental em caso de vazamento.