Eleição no Irã foi uma das 'mais limpas' da história, diz Conselho
Órgão que supervisiona a votação diz que não há qualquer possibilidade de fraude que invalide o resultado
O Conselho de Guardiães, órgão que supervisiona o processo eleitoral no Irã, anunciou nesta sexta-feira, 26, que a votação que reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad em 12 de junho foi uma das "mais limpas" no país desde a Revolução Islâmica de 1979, descartando qualquer possibilidade de fraude no resultado.

Segundo a agência estatal Irna, o porta-voz do órgão Abbas Ali Kadkhodai afirmou que o Conselho está quase acabando de revisar as queixas eleitorais dos candidatos derrotados, e a revisão mostra que não houve grandes infrações que afetem o resultado. "Podemos dizer com total segurança que não houve fraude na votação", afirmou.
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O líder reformista Mir Hussein Mousavi e a oposição acusam o governo de fraude e exigem nova votação. Os três candidatos derrotados apresentaram 646 queixas ao Conselho dos Guardiães.
Desde o anúncio da vitória em primeiro turno do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, nas eleições de 12 de junho, o Irã se tornou palco de protestos e de uma violenta repressão na qual morreram pelo menos 20 pessoas e centenas foram detidas. O resultado eleitoral, que a oposição denuncia como fraudulento, evidenciou as diferenças na classe clerical da cúpula do regime teocrático iraniano e causou os maiores protestos em 30 anos de Revolução Islâmica.
O clérigo linha dura Ahmad Khatami, membro do Conselho de Especialistas do Irã, pediu que o governo repreenda os manifestantes e seus líderes. "Quero que o poder judicial castigue os principais alvoroçadores e que não mostre piedade para que recebam uma lição.
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