ELN, 2º maior guerrilha colombiana, defende diálogo e pede ajuda da Unasul
Organização diz querer acordo de paz com o governo observado por órgão regional.

Estima-se que o ELN conte com cerca de cinco mil integrantes
O segundo maior grupo guerrilheiro da Colômbia, o Exército de Libertação Nacional (ELN), afirmou desejar um acordo de paz com o governo colombiano e pediu à Unasul (União de Nações Sul-Americanas) que "acompanhe" este processo.
"O governo nacional tem o desafio de oferecer ao país um diálogo de paz. Sempre estaremos dispostos a dialogar", afirmou o líder do ELN, Nicolás Rodríguez Bautista, conhecido como "Gabino", por meio de um comunicado gravado publicado no site da guerrilha.
O ELN propôs a realização de um encontro com os países-membros da Unasul para expor as propostas para um diálogo de paz na Colômbia, cujo conflito armado dura mais de seis décadas.
"(À Unasul) reafirmamos a solicitação de acompanhar a busca pela paz na Colômbia", disse Gabino. "Consideramos que é necessário equilíbrio e justeza política para escutar as propostas do ELN", acrescentou.
Condições
No comunicado, o ELN afirma querer "retomar a construção de um caminho de paz com a participação de todos os colombianos", processo este que "poderia concluir com uma Assembleia Constituinte".
"Depois de oito anos de hecatombe uribista (durante a administração do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe) e da submissão aos gringos, os colombianos estão obrigados a construir um caminho rumo à paz", afirma Galdino.
Apesar dos duros enfrentamentos durante a administração Uribe e de um número importante significativo de deserções, de acordo com especialistas em segurança o ELN ainda mobiliza pelo menos 5 mil guerrilheiros.
O pronunciamento do ELN segue a linha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o maior grupo rebelde do país, que em agosto pediu à Unasul que convocasse uma assembleia extraordinária para que seus membros pudessem expor sua visão do conflito armado colombiano.
Antes mesmo de ouvir a Unasul, o governo de Juan Manuel Santos criticou esta iniciativa e disse que não aceitará intermediários para resolver o conflito armado colombiano.
Desde que chegou ao poder, Santos tem afirmado que as portas para o diálogo "não estão fechadas com chave", porém, exige que as guerrilhas ofereçam provas de que querem acabar com o conflito, como por exemplo, propondo a desmobilização de seus grupos armados para que sejam julgados pela Justiça.
Essa oferta de rendição é rejeitada pela guerrilha.
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