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Em meio a ameaças ao Irã, aiatolá faz reuniões semanalmente

Supremo líder está em contato com chefes militares do país para receber relatórios e aconselhá-los

08 de fevereiro de 2012 | 13h 41
Efe

TEERÃ - O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, realiza reuniões com os chefes militares do país uma vez por semana para receber os relatórios sobre suas atividades em meio à tensão registrada no país por conta das ameaças dos Estados Unidos e Israel de um possível ataque a suas instalações nucleares.

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Aiatolá Khamenei é o comandante das Forças Armadas iranianas - Governo do Irã/Efe
Governo do Irã/Efe
Aiatolá Khamenei é o comandante das Forças Armadas iranianas

O chefe do gabinete de Khamenei, Mohammadi Golpayegani, afirmou nesta quarta-feira, 8, que, nas reuniões, os comandantes militares informam Khamenei, que é o Comandante Supremo das Forças Armadas do Irã, das últimas atuações e dos problemas enfrentados, enquanto ele "lhes mostra o caminho das soluções", informou a agência local Mehr.

Além disso, Golpayegani afirmou que se o Irã não tivesse Forças Armadas poderosas, "os inimigos da República Islâmica não teriam permitido que vivesse segura". Embora para ele as "potências arrogantes", uma referência aos países ocidentais e especialmente os EUA, tenham sido hostis ao Irã, "não se atreveram a realizar ações contra o país".

O responsável do escritório de Khamenei, que detém o poder supremo religioso no regime teocrático da República Islâmica, elogiou o desenvolvimento tecnológico militar do Irã e afirmou que o país "alcançou um avanço que permitiu derrubar o avião espião mais secreto e avançado dos EUA quando entrou no espaço aéreo iraniano".

Khamenei, que manteve diferenças com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e seu entorno dentro da luta de poder registrada no Irã, se mostrou muito próximo aos comandantes militares.

O Corpo de Guardiães da Revolução, especialmente próximo a Khamenei, é considerado como fiador militar do regime islâmico e seus comandantes aumentaram consideravelmente seu poder econômico e sua influência política nos últimos anos.