Embaixador palestino ainda acredita em mudança de posição dos EUA
Diplomata, que atua em Brasília, acha que Obama ainda pode decidir não vetar Estado palestino
SÃO PAULO - O embaixador palestino em Brasília, Ibrahim Alzeben, disse acreditar em uma mudança da posição dos Estados Unidos sobre o pedido de reconhecimento do Estado palestino. Washington já anunciou que vai vetar a proposta no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Em entrevista ao estadão.com.br, Alzeben afirmou que a posição palestina é de ir ao CS "com determinação e esperança". Em discurso em Ramallah, Abbas disse mais cedo que vai buscar o reconhecimento do Estado como membro pleno da ONU.
"Essa foi a promessa do próprio (presidente americano Barack) Obama, ele é contra a colonização, a favor da criação do Estado da Palestina e pode usar o voto (americano)", disse o diplomata. Segundo o embaixador, "trata-se de um ato de direito e de justiça".
Alzeben disse esperar que os Estados Unidos sejam "o primeiro ou segundo país a reconhecer a Palestina, esperamos que o primeiro seja Israel, que ocupa o território". "No discurso (Abbas) disse que nossa opção é ir ao Conselho de Segurança, essa é nossa única opção agora".
Volta às negociações
O embaixador diz que a primeira atitude, em caso de aprovação da resolução é a volta às negociações. "Estaremos apoiados pela legitimidade (da comunidade) internacional". Segundo ele, "a retirada de Israel e a criação do Estado de fato no terreno depende de negociações".
"A única saída ao conflito é a negociação", disse. Ele afirmou ainda não acreditar em violência nas ruas em caso de a resolução ser aprovada ou mesmo se for vetada. "Se houver violência, será por parte de Israel, que arma colonos e ataca mesquitas e a população".
Com relação ao Hamas, grupo que domina a Faixa de Gaza e que é contrário ao pedido de reconhecimento do Estado palestino, Alzeben disse que existe um "processo de reconciliação". Mas, segundo o diplomata, "quem governa a Palestina é a Autoridade Palestina, não o Hamas, trata-se de uma decisão de Estado".
"Vamos seguir trabalhando, com nossa resistência pacífica, batendo nas portas da comunidade internacional e do Conselho de Segurança para fazer valer nosso direito", disse. "Vamos seguir apostando no bom senso dos americanos e dos próprios israelenses", concluiu.
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