Enchentes nas Filipinas deixam mais de 650 mortos
Tempestade tropical devastou com maior intensidade as cidades costeiras de Cagayán de Oro e a de Iligan
A forte chuva decorrente de uma tempestade tropical surpreendeu filipinos durante a noite, enquanto dormiam, no sul do país. Além de estragos em duas cidades costeiras, mais de 650 pessoas morreram e 900 pessoas continuam desaparecidas.
Quando houve a forte tempestade, uma jovem ligou para sua casa, da loja em que trabalhava, para saber como estavam seus pais. Os celulares deles só tocavam e, depois, perdeu-se o contato.
Amor Lim bago, de 21 anos, foi apressadamente para sua casa logo quando baixaram as inundações, que haviam aparecido de repente, e confirmou o pior de seus temores: seus pais e sete de seus parentes não mais lá estavam. A corrente de um rio os havia levado do barraco em que estavam. Dias antes, a família havia combinado de fazer no lugar uma pequena ceia para o Natal.
"Voltei e vi que não restava nada de nossa casa", disse Limbago, entre lágrimas, à Associated Press, da cidade de Cagayán de Oro. "Só havia lama e água que alcançava a altura do joelho em todo lugar".
A tempestade tropical Washi se dissipou no domingo, 18, depois de devastar uma ampla área da região montanhosa da ilha de Mindanao, cujos habitantes não estão acostumados a chuvas de grande intensidade.
A maioria das vítimas dormia na sexta-feira de noite, quando as águas vieram subitamente das montanhas. A inundação arrastou troncos de árvores e causou transbordamento de rios, o que resultou em 652 mortos.
A tempestade tropical de fim de temporada devastou com maior intensidade as cidades costeiras de Cagayán de Oro e a de Iligan, que estão próximas uma da outra, e as transformou em terrenos ermos, cobertos de lama, veículos virados e árvores arrancadas.
A maioria dos mortos foram crianças e mulheres, disse a secretária-geral da Cruz Vermelha filipina, Gwendolyn Pang. Mais de 900 pessoas continuam desaparecidas - a maioria nas duas cidades, acrescentou.

O secretário de Defesa, Voltaire Gazmin, e funcionários militares de alto escalão viajaram a Cagayán de Oro e Iligan para supervisionar as ações de busca e resgate e ver uma maneira de atender os milhares de habitantes desalojados.
Entre os artigos de necessidade urgente figuram caixões e sacos para cadáveres, disse Benito Ramos, chefe da agência governamental para reação frente a desastres.
Milhares de soldados com apoio de centenas de policiais, reservistas, efetivos da guarda costeira e cidadãos voluntários foram mobilizados para o trabalho de resgate e limpeza das duas cidades costeiras, cobertas por escombros, lixo, veículos dispersos e árvores derrubadas pelas inundações.
Alguns dos cadáveres foram arrastados pelas correntes de água, de Cagayán de Oro e Iligan, até o mar. Rios atravessam as montanhas das cidades, regiões que não estão acostumadas às fortes tempestades, as quais são mais comuns em outras partes do arquipélago. As informações são da Associated Press.
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