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Equipe de Hollande acusa Sarkozy de fazer campanha com dinheiro público

Assessores do candidato socialista apresentarão queixa a órgão regulador nacional

13 de fevereiro de 2012 | 9h 25
Efe

PARIS - Manuel Valls, responsável pela comunicação do candidato socialista à presidência, François Hollande, acusou nesta segunda-feira, 13 o presidente Nicolas Sarkozy de "organizar comícios com dinheiro público", em referência a seus discursos como chefe de Estado.

Hollande aparece como favoritos nas pesquisas para ser o novo presidente francês - Charles Platiau/Reuters
Charles Platiau/Reuters
Hollande aparece como favoritos nas pesquisas para ser o novo presidente francês

"Já chega de usar os recursos do Estado" para sua campanha, disse Valls na emissora Europe 1, onde afirmou que será apresentada uma reivindicação à Comissão Nacional de Contas de Campanha.

É a segunda vez que membros da campanha do candidato socialista recorrem a esse organismo. A primeira, no final de novembro, ocorreu após a vitória de Hollande nas primárias organizadas por seu partido para escolher um candidato. Na ocasião, a Comissão afirmou que uma parte das despesas das viagens do presidente poderiam ser incluídas no orçamento de sua campanha se Sarkozy se declarasse candidato e comprovasse a existência de propostas eleitorais.

Valls considerou que Sarkozy "não respeita a lei" ao "organizar autênticos comícios com dinheiro público" e citou como exemplo o discurso feito na semana passada na usina nuclear de Fessenheim, onde atacou as propostas de Hollande para a área de energia.

O porta-voz de Hollande mencionou também a proposta do candidato centrista, François Bayrou, de ajudar a ultradireitista Marine Le Pen a conseguir o aval para poder apresentar sua candidatura. Para Valls, essa medida é contrária ao espírito da lei francesa, que exige que cada candidato deve colher a assinatura de 500 cargos eleitos para poder se candidatar à presidênciai.

Marine, que segundo as pesquisas tem entre 15% e 20% dos votos, afirmou que tem problemas para obter o aval requerido e acusou os grandes partidos de lançarem palavras de ordem a seus partidários para não darem sua assinatura a ela.