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Escola australiana se desculpa por pedir que alunos planejassem ataque terrorista

Trabalho pedia que estudantes propusessem atentado com armas químicas ou biológicas

25 de agosto de 2010 | 6h 00

SYDNEY - Uma escola secundária australiana se desculpou nesta quarta-feira, 25, com os pais dos alunos após uma professora ter passado uma lição que pedia que eles planejassem um ataque terrorista.

O trabalho para os estudantes com idades entre 15 e 16 anos pedia que eles sugerissem um ataque com armas químicas ou biológicas para matar o maior número possível de pessoas.

"Seu objetivo é matar o MAIOR número de civis inocentes para transmitir sua mensagem", dizem as instruções do trabalho passado pela professora de sociedade e ambiente da Kalgoorlie-Boulder Community High School.

Os estudantes precisavam escolher "uma comunidade australiana inocente" e explicar sua escolha de vítimas e escolher a melhor hora e o melhor lugar para atacar.

Repercussão

O caso ganhou repercussão na Austrália após uma aluna de 15 anos cuja mãe perdeu um parente nos atentados em Bali, na Indonésia, em 2002, ter se recusado a fazer o trabalho, dizendo-se horrorizada e enojada.

A diretora-geral de Educação do Estado de Austrália Ocidental, Sharyn O'Neill, descreveu o trabalho como "inapropriado" e afirmou que a professora está arrependida e receberá aconselhamento.

"Eu estou certamente muito desapontada com o fato de que esse trabalho foi pedido", disse ela. "Acho que é totalmente inapropriado e insensível, e as pessoas estão bravas com razão", admitiu. 

O diretor da escola, Terry Martino, disse que a professora não teve a intenção de ofender ninguém. Ele disse ter comunicado à professora, que seria inexperiente, mas tida como uma boa profissional pelos funcionários da escola, que o trabalho não era apropriado.

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