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'Estado palestino deve ser fruto de negociações', diz embaixador de Israel

Para diplomata, 'é cedo para unilateralismo'; Jerusalém teme que radicais controlem novo Estado

16 de setembro de 2011 | 16h 36
Gabriel Toueg, do estadão.com.br

SÃO PAULO - O embaixador de Israel em Brasília, Rafael Eldad, disse que é "cedo demais" para o que chamou de unilateralismo dos palestinos ao levar para o Conselho de Segurança da ONU a proposta de reconhecimento de um Estado como membro pleno.

Para Eldad, tentar reconhecimento na ONU não é caminho correto para os palestinos - Divulgação/MRE Israel
Divulgação/MRE Israel
Para Eldad, tentar reconhecimento na ONU não é caminho correto para os palestinos

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Em um discurso em Ramallah, o presidente palestino Mahmoud Abbas disse que vai buscar o reconhecimento pleno do Estado palestino.

"Dissemos muitas e muitas vezes que Israel não se opõe a um Estado palestino", disse ao estadão.com.br o diplomata. Segundo ele, Jerusalém é favorável "à solução de dois Estados, uma nação judia e uma árabe, palestina". Mesmo assim, Eldad criticou o ato unilateral de Abbas.

Segundo o embaixador, o Estado palestino precisa ser "consequência de diálogo, de negociação, de um processo de paz". Eldad disse ainda que Israel teme que grupos fundamentalistas como o Hamas, o Hezbollah, a Irmandade Muçulmana e a Al-Qaeda tomem o controle de um futuro eventual Estado palestino.

"Outra coisa que nos preocupa é que, em vez de sentar e buscar retomar o processo de paz, os palestinos querem conseguir (o reconhecimento) sem negociações", disse Eldad. Para ele, esse não parece ser o caminho correto.

"Talvez (os palestinos) pensem bem e entendam que se trata de algo superficial, passageiro", afirmou o diplomata. Ele também garantiu que, dessa forma, "Israel não apenas não se oporá (ao Estado), será o primeiro país a apoiar um Estado palestino".