Estados Unidos e Europa criticam novas construções de Israel
Potências acreditam que decisão é contraproducente para retomada de negociações de paz
WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos expressou um "profundo desapontamento" sobre os planos de Israel de construir 1,1 mil novas casas na área ocupada de Jerusalém Oriental, de acordo com informações passadas nesta terça-feira, 27, pela porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland.
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"Estamos profundamente decepcionados com o anúncio e cremos que ele é contraproducente para os esforços de recolocar ambas as partes na mesa de negociações para que seja alcançada uma solução pacífica", disse a porta-voz. "Temos pedido há tempos para que nenhum dos dois lados tome ações que possam prejudicar esse processo", completou.
Victoria não quis comentar sobre as possíveis implicações que a decisão israelense teria sobre o debate do Conselho de Segurança das Nações Unidas a respeito da adesão do Estado palestino ao órgão internacional. Os Estados Unidos, que têm poder de veto no conselho, são aliados históricos de Israel e prometeram vetar o pedido da Autoridade Palestina. A porta-voz apenas disse que o anúncio "não muda a forma como as partes devem buscar a paz", que é, segundo Washington, por meio de negociações.
A União Europeia também criticou a decisão israelense. A chefe de diplomacia do bloco, Catherine Ashton, disse que os planos de construir as novas 1.100 casas "devem ser revertidos", já que prejudicam as negociações de paz. Segundo ela, o Parlamento Europeu lamentou a notícia.
De acordo com Catherine, a expansão dos assentamentos "ameaça a viabilidade de uma solução negociada de dois Estados" proposta pelo Quarteto para o Oriente Médio, formado por ONU, Estados Unidos, União Europeia e Rússia. A diplomata disse que trataria do assunto com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, quando se encontrassem novamente.
Por fim, a chefe da diplomacia europeia argumentou que as pessoas que ocuparão tais apartamentos jamais conseguirão viver "uma vida completa". "É errado levar pessoas para viver em um lugar de onde eles terão que mudar quando se chegar a um acordo negociado. Isso não faz sentido para mim", concluiu.
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