Estados Unidos elogiam sanções impostas ao Irã pela Coreia do Sul
Seul anunciou hoje pacote de restrições financeiras contra entidades e indivíduos iranianos
WASHINGTON- O governo dos Estados Unidos elogiou nesta quarta-feira, 8, a decisão da Coreia do Sul de impor sanções ao Irã e de "se unir ao consenso dos países que querem demonstrar ao Irã que haverá consequências se falhar em suas obrigações internacionais".
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A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, emitiram hoje um comunicado conjunto para dar as boas vindas à decisão de Seul de implementar a resolução 1929 do Conselho de Segurança da ONU, adotada em junho para punir o Irã por seu programa de enriquecimento de urânio e desenvolvimento nuclear.
O governo sul-coreano, por sua vez, anunciou hoje sanções unilaterais que estabelecerão controles financeiros mais rígidos a cem entidades iranianas.
Seul decidiu extinguir uma autorização prévia às transações financeiras com o Irã e elaborou uma lista de 102 instituições e 24 pessoas iranianas que serão punidas.
Para Clinton e Geithner, essas ações "servem para fortalecer a decisão internacional de prevenir a proliferação e o desenvolvimento de armas nucleares por parte do Irã, assim como pressionar esse país para que volte a se sentar com seriedade na mesa de negociações e cumprir suas obrigações.
Os dois secretários elogiam que Seul tenha centrado suas sanções no setor econômico iraniano, especialmente pela forte relação comercial existente entre os dois países.
Impasse
As potências ocidentais acusam o Irã de esconder, sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e aplicações bélicas, cujo objetivo seria a aquisição de armas atômicas. Teerã nega tais alegações.
As tensões sobre o programa nuclear iraniano se acirraram no final do ano passado após o Irã rejeitar uma proposta de troca de urânio feita por EUA, Rússia e Reino Unido. Meses depois, o país começou a enriquecer urânio a 20%.
Um acordo mediado por Brasil e Turquia para troca de urânio chegou a ser assinado com o Irã em maio. O acordo, porém, foi rejeitado pelo Grupo de Viena - composto por Rússia, França, EUA e AEIA - e o Conselho de Segurança da ONU optou por impor uma quarta rodada de sanções ao país.
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