EUA acusam China de romper sanções contra Irã

Depois de pressionar a Rússia e o Japão a abandonar negócios com o Irã, os Estados Unidos agora acusam empresas chinesas de romper as sanções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e fornecer tecnologia e materiais restritos para programas militares de Teerã. Membro permanente do Conselho de Segurança, a China resistiu o quanto pôde às sanções, finalmente aprovadas em junho com o seu voto favorável. Agora, se converteu em possível alvo de retaliações unilaterais de Washington.

AE, Agência Estado

19 Outubro 2010 | 09h17

A notícia da pressão sobre a China surgiu no momento em que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, mais uma vez declarou-se disposto a negociar com o chamado P5+1 (EUA, China, Rússia, França, Grã-Bretanha e Alemanha) um acordo de troca de urânio levemente enriquecido por combustível para a usina de pesquisas de Teerã. O anúncio foi confirmado por Ahmadinejad, mas recebido com ceticismo pela diplomacia americana. "O Irã diz estar pronto para conversar. Agora, precisa se comprometer com uma data. O Irã conhece o número de telefone. Nós estamos esperando uma resposta formal", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Philip J. Crowley.

A edição de ontem do jornal The Washington Post informou que, em sua visita a Pequim em setembro, o conselheiro especial do Departamento de Estado, Robert J. Einhorn, apresentou uma "lista significativa" de companhias e bancos chineses violadores das recentes sanções contra o Irã e pressionou as duas principais petroleiras do país - China National Petroleum Corp. e China Petroleum & Chemical Corp. - a parar ou limitar seus investimentos no país. O Irã fornece 8% do petróleo consumido pela China, que é um dos seus principais parceiros comerciais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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