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EUA avançam para reconhecer genocídio de armênios em 1915

Resolução passou por um voto em Comissão de Direitos Humanos; Turquia convocou embaixador em Washington

05 de março de 2010 | 10h 27
Agência Estado

A comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos reconheceu como genocídio o massacre de 1,5 milhão de armênios cometido pelo Império Otomano em 1915. Foram 23 votos a favor e 22 contra. A administração de Barack Obama tentou impedir a votação, que provocou uma dura reação da Turquia. O temor da Casa Branca, agora, é que a resolução seja levada a plenário. Para os armênios, a resolução é um estímulo à luta pelos direitos humanos.

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"Condenamos esta resolução que acusa a nação turca por um crime que ela não cometeu", disse o premier turco, Recep Erdogan, em comunicado. O embaixador da Turquia em Washington foi chamado a Ancara para consultas."Nosso embaixador em Washington foi convidado nesta noite para consultas", disse Erdogan na nota, divulgada no site de seu gabinete.

"Estamos seriamente preocupados de que esta lei aprovada pela comissão, apesar de todos os nossos alertas, irá prejudicar as relações Turquia-EUA e os esforços para normalizar as relações Turquia-Armênia", finalizou o premiê turco.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, entrou em contato com autoridades turcas. Em 2007, a mesma comissão aprovou o reconhecimento do genocídio, mas o governo George W. Bush evitou que a Câmara o votasse. A estratégia da Casa Branca, agora, será a mesma.

Obama, antes de ser eleito, chegou a afirmar que o reconheceria. Mas, desde que tomou posse, tem evitado o tema para não entrar em choque com a Turquia, país que é um importante aliado na Otan e pode ser fundamental na aprovação de uma resolução com novas sanções ao Irã.