EUA e Rússia estão perto de novo acordo nuclear, diz Hillary
Em visita à Rússia, Secretária de Estado deve discutir programa nuclear iraniano.

Os Estados Unidos e a Rússia estão próximos de finalizar as regras de um novo tratado para reduzir a quantidade de suas armas nucleares, afirmou a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, nesta quinta-feira.
Os dois países desejam encontrar um substituto para o acordo de desarmamento Start, firmado em 1991 e expirado em dezembro.
"Os resultados da última rodada de negociações nos levam a crer que chegaremos em breve a um acordo", disse ela em Moscou, onde está para dois dias de reuniões.
O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, confirmou a jornalistas após o encontro com Hillary que o novo Start está em seus estágios finais de preparação.
Acredita-se que os EUA tenham mais de 2 mil armas nucleares e a Rússia, quase 3 mil. A meta dos dois países é reduzir este número para entre 1,5 mil e 1.675 cada.
Hillary disse que, no ano passado, ambas as nações trabalharam duro para "reiniciar" suas relações após um período turbulento.
Correspondentes dizem acreditar que o presidente americano, Barack Obama, deseja assinar o novo acordo antes do início de uma conferência sobre desarmamento nuclear, marcada para abril nos EUA.
Oriente Médio e Irã
Durante encontro de sexta-feira entre Hillary Clinton e o premiê russo, Vladimir Putin, o programa nuclear iraniano deve ser um dos principais temas.
Hillary disse que seria prematuro da parte dos russos auxiliar os iranianos a construir sua primeira usina nuclear em meio a discussões sobre seu programa atômico.
Pouco antes, Putin havia declarado que a usina, nas proximidades da cidade de Bushehr, no sul do Irã, deve estar operante no meio do ano.
Durante sua viagem ao país, Hillary deve encontrar-se com outros integrantes do grupo chamado Quarteto do Oriente Médio, composto por EUA, Rússia, ONU e União Europeia, para discutir o processo de paz entre israelenses e palestinos.
A crise iniciada pelo anúncio feito por Israel de permitir a construção de 1,6 mil casas em Jerusalém Oriental deve ser um dos principais assuntos de discussão.
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