EUA fecharam prisões secretas, diz diretor da CIA
Leon Panetta repetiu que país não usa mais métodos controversos de interrogatório.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que fecharam sua rede de prisões secretas pelo mundo, de acordo com o diretor da CIA, Leon Panetta.
"A CIA não opera mais centros de detenção ou locais negros", disse Panetta por meio de uma carta endereçada aos seus funcionários.
'Locais negros' era o nome pelo qual eram conhecidos os centros de detenção que abrigavam suspeitos de terrorismo.
Alguns destes suspeitos eram sujeitos a métodos de interrogação que muitos consideram tortura.
Interrogatórios
Na carta, Panetta disse ainda que a CIA não usa mais o controverso método de interrogatório conhecido como 'simulação de afogamento'.
"Oficiais da CIA não toleram e vão continuar denunciando comportamentos inapropriados ou alegações de abuso", disse ele.
Panetta disse também que a agência americana não permite mais que empregados terceirizados conduzam interrogatórios.
Mas a CIA ainda mantêm o poder de deter suspeitos "por períodos curtos", segundo a carta do diretor.
Desafio
Acredita-se que a administração Bush deu permissão para que a CIA operasse prisões secretas em países aliados do leste europeu, Ásia e África.
O presidente americano, Barack Obama, prometeu fechar tais locais pouco depois de assumir a presidência.
Em sua primeira semana no cargo, Obama ordenou também o fechamento do centro de detenção da Baía de Guantánamo, outro símbolo da administração anterior.
Mas o analista da BBC Kevin Conolly diz que o grande desafio para a adminsitração Obama é como lidar com os suspeitos que captura e não com os prédios que os abrigava.
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