EUA investigarão ONGs à procura de elos com terror, diz jornal
Os Estados Unidos pretendem avaliar
o perfil de milhares de pessoas empregadas por organizações de
ajuda que recebem dinheiro da Agência para o Desenvolvimento
Internacional, uma entidade dos EUA, afirmou o jornal The
Washington Post na quinta-feira.
A operação pretende identificar eventuais ligações dessas
pessoas com organizações terroristas.
Apresentado em um recente documento do Registro Federal, o
programa exige pela primeira vez que as organizações
não-governamentais forneçam informações detalhadas sobre as
pessoas que requerem ou que controlam dinheiro distribuído pela
agência norte-americana de ajuda, disse o jornal.
Segundo o documento do Registro Federal, o programa poderia
abarcar até 2.000 pessoas e "entrará em vigor no dia 27 de
agosto", o último dia do prazo dado pelas autoridades para que
a opinião pública manifeste-se sobre ele, afirmou a reportagem.
O jornal disse que as ONGs seriam instadas a fornecer uma
ampla gama de informações sobre alguns funcionários graduados,
entre as quais nome, endereço, data e local de nascimento,
nacionalidade, número da Seguridade Social e número do
passaporte.
Os dados coligidos servirão para "realizar uma avaliação
nacional de segurança" a fim de garantir que essas pessoas não
possuem laços com entidades ou indivíduos "ligados ao
terrorismo" ou "considerados um risco para a segurança
nacional", afirmou o Post.
Segundo a publicação, uma operação do tipo costuma envolver
o envio de dados ao FBI (polícia federal) e a outras agências
de inteligência e da polícia a fim de verificar se há algum
registro sobre as pessoas em pauta.
A exigência de que se informem números de telefone e fax
além de endereços de email indica que a informação seria
comparada com dados coletados como parte de um programa de
busca por terroristas realizado por agências de inteligência
dos EUA, disse o jornal.
Até agora, cabia às ONGs verificar o perfil de seus
funcionários e então informar à Agência para o Desenvolvimento
Internacional que não contrataram ninguém associado com pessoas
ou grupos considerados terroristas pelo governo
norte-americano, afirmou o Post.
(Por JoAnne Allen)
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