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EUA pressionam Irã a deter perseguição religiosa da minoria bahai

Sete líderes do grupo estão presos sob acusações de espionagem e propaganda contra o regime

14 de maio de 2010 | 18h 46
Efe

WASHINGTON- O governo dos Estados Unidos condenou nesta sexta-feira, 14, a perseguição da minoria religiosa bahai, do Irã, e urgiu o regime de Teerã a proteger os direitos humanos e as liberdades de todos os seus cidadãos.

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No dia do aniversário da prisão de sete líderes do grupo, o Departamento de Estado norte-americano, por meio de um comunicado, expressou sua "profunda preocupação com a perseguição dos bahai e outras minorias religiosas" no Irã.

O Departamento recordou que já houve três audiências sobre o caso desde janeiro, mas ainda não foi marcada a data da próxima, e os presos não tiveram acesso a seus advogados.

No texto, os Estados Unidos "condena energicamente" a prisão e "violação do devido processo", e insta o Irã a "cumprir suas obrigações sob o Convênio Internacional de Direitos Civis e Políticos" da ONU.

Os sete presos são acusados de espionar a serviço de Israel, de divulgar propaganda contra a República Islâmica e de insultar as santidades muçulmanas, crimes que responsáveis de sua comunidade negaram.

Seis deles foram presos em maio de 2008, enquanto o último foi detido em março de 2009.

O Departamento de Estado lembrou que em fevereiro, o Irã se comprometeu a respeitar o direito internacional e destacou sua diversidade étnica e religiosa durante o Exame Periódico Universal (EPU) de Direitos Humanos da ONU, a que são submetidos todos os países membros da organização.

"Estamos decepcionados porque o governo iraniano rechaçou publicamente uma recomendação para pôr fim à discriminação contra a minoria religiosa bahai", disse o Departamento no comunicado.

"Uma vez mais, nos unimos à comunidade internacional para instar o Irã a cumprir com suas obrigações para proteger os direitos humanos e as liberdades fundamentais de todos seus cidadãos", acrescentou.

A religião Bahai, considerada uma heresia pelos muçulmanos, foi fundada no século XIX por um clérigo xiita iraniano, e atualmente é seguida por cerca de seis milhões de pessoas em mais de 200 países, segundo cifras do próprio grupo.

Ela é uma religião sincrética, cujos fiéis seguem os ensinamentos do profeta Baha'u'llah e consideram otros líderes religiosos como Moisés, Krishna, Buda, Jesus Cristo, Maomé ou El Bab como mensageiros de Deus, cujos ensinamentos integraram a sua própria fé.

No Irã, vivem atualmente 300 mil bahais, que denunciam perseguição religiosa, prisões e execuções por parte do regime, acusação negada pelas autoridades.